{"id":16980,"date":"2009-11-05T22:27:18","date_gmt":"2009-11-05T22:27:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=16980"},"modified":"2009-11-05T09:51:03","modified_gmt":"2009-11-05T09:51:03","slug":"evolucao-dos-volantes-de-automoveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2009\/11\/05\/evolucao-dos-volantes-de-automoveis\/","title":{"rendered":"Evolu\u00e7\u00e3o dos volantes de autom\u00f3veis"},"content":{"rendered":"<p><em>Novos materiais e tecnologias para incorporar itens de conforto e de seguran\u00e7a<\/p>\n<p><\/em>Come\u00e7ou com a buzina. Depois vieram inocentes comandos de volume e de faixas do sistema de som. Aos poucos, outros dispositivos passaram a ocupar um item do autom\u00f3vel que servia s\u00f3 para girar as rodas. <\/p>\n<p>Ar-condicionado, computador de bordo, controle de cruzeiro e trocas de marchas s\u00e3o alguns dos equipamentos que hoje podem ser manuseados nos volantes. Com dois, tr\u00eas, quatro ou cinco raios, as dire\u00e7\u00f5es passaram ainda a abrigar o airbag. <\/p>\n<p>Com isso, tiveram de apelar para outros materiais. Tanto para \u201ccompensar\u201d o peso de tais dispositivos como para melhorar a \u201cpegada\u201d do motorista, sem perder a oportunidade de ser um instrumento de estilo. \u201cO volante passou a integrar a plataforma eletr\u00f4nica do ve\u00edculo e hoje tem papel de funcionalidade e de design. Ele \u00e9 fundamental na intera\u00e7\u00e3o homem-m\u00e1quina\u201d, enaltece Claudio Gasparetti, supervisor de marketing de produto da Mercedes-Benz. <\/p>\n<p>Intera\u00e7\u00e3o que visa conforto, ergonomia e, de quebra, seguran\u00e7a. \u201cTira-se muito menos a aten\u00e7\u00e3o do motorista, que tamb\u00e9m tira menos a m\u00e3o do volante\u201d, ressalta Harley Bueno, diretor de seguran\u00e7a veicular da AEA. Um bom exemplo \u00e9 o volante da linha C4, da Citro\u00ebn, que usa um singular cubo fixo da dire\u00e7\u00e3o \u2013 s\u00f3 o aro se move, enquanto a parte central permanece est\u00e1tica e abriga diversos comandos. Mas, com a crescente necessidade de incorporar novos dispositivos, foi preciso adotar materiais mais nobres no volante para compensar o peso. S\u00f3 o airbag soma ao conjunto de 900 g a 1 kg. Com isso, estruturas de a\u00e7o d\u00e3o lugar ao magn\u00e9sio e ao alum\u00ednio para compensarem a massa adicional. <\/p>\n<p>Espumas de baixa densidade tamb\u00e9m passaram a fazer parte da estrutura interna. \u201cO magn\u00e9sio, por ser injetado, permite que se fixe na estrutura do volante uma s\u00e9rie de componentes que facilitam a coloca\u00e7\u00e3o desses novos dispositivos\u201d, explica Tiago Santos, gerente de engenharia de volantes e airbags da General Motors. <\/p>\n<p>De quebra, a ado\u00e7\u00e3o destes materiais pode reduzir o peso do volante em at\u00e9 25% na compara\u00e7\u00e3o com um volante normal em a\u00e7o sem airbag. Mas a preocupa\u00e7\u00e3o em n\u00e3o exceder o peso n\u00e3o passa simplesmente pela economia de combust\u00edvel. Uma dire\u00e7\u00e3o pesada fica mais vulner\u00e1vel ao estado prec\u00e1rio de ruas e estradas brasileiras. Em outras palavras, passa a vibrar mais com os buracos. E cada componente a mais que se agrega ao conjunto adiciona peso ao volante. <\/p>\n<p>\u201cQuanto mais pesado, maior a frequ\u00eancia do conjunto de dire\u00e7\u00e3o e maior a tend\u00eancia para oscila\u00e7\u00e3o em piso irregular\u201d, justifica Alexandre Almeida, gerente de engenharia de chassis da Volkswagen. <\/p>\n<p>A simples ado\u00e7\u00e3o do airbag requer um tratamento diferenciado na calibragem da dire\u00e7\u00e3o para equilibrar a distribui\u00e7\u00e3o de peso. Ou seja, s\u00e3o feitos conjuntos diferenciados para quando o carro \u00e9 equipado com as bolsas infl\u00e1veis ou n\u00e3o. E sem necessidade de mudar o volante. Mas h\u00e1 casos nos quais ele \u00e9 diferente em um mesmo modelo, como no novo Ford Ka, que usa o volante da antiga vers\u00e3o quando equipado com airbag. \u201c\u00c9 preciso sintonizar a rigidez da coluna com o volante para evitar trepida\u00e7\u00f5es. Como a coluna de dire\u00e7\u00e3o est\u00e1 numa posi\u00e7\u00e3o diferente no Ka sem airbag, desenvolvemos um volante espec\u00edfico\u201d, garante Klaus Mello, gerente de engenharia de produto da Ford. <\/p>\n<p>Se por dentro agora trazem muitas novas tecnologias, os volantes tamb\u00e9m mudaram por fora. Poliuterano e espumas sint\u00e9ticas assumiram o lugar do acr\u00edlico, madeira ou pl\u00e1sticos r\u00edgidos. At\u00e9 por uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a, j\u00e1 que o volante por si s\u00f3 j\u00e1 tem de absorver energia em caso de batidas. Mas a parte da ergonomia e do manuseio tamb\u00e9m s\u00e3o observados na hora de revestir o volante. Ganham a prefer\u00eancia as texturas agrad\u00e1veis aos olhos e ao tato, que facilitem a pegada e n\u00e3o sejam escorregadias nem irritem ou esquentem demais as m\u00e3os do motorista. \u201cO volante tem de transmitir sensa\u00e7\u00e3o de rigidez ao toque e ao mesmo tempo ter um efeito de espuma, de mola\u201d, diz Klaus, da Ford. \u201cA concep\u00e7\u00e3o de um volante \u00e9 discutida com o design, para ter uma pega que transmita seguran\u00e7a e que seja ergon\u00f4mica\u201d, refor\u00e7a Tiago Santos, da GM. <\/p>\n<p><strong>Instant\u00e2neas<\/strong> <\/p>\n<p>* Os volantes t\u00eam de obedecer normas previstas na resolu\u00e7\u00e3o 463 do Contran, que data de 1973. Entre as especifica\u00e7\u00f5es, \u00e9 proibido o uso de materiais reflexivos no revestimento externo das dire\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>* Nos Estados Unidos, a GM estuda usar leds no emblema do volante dos modelos da Cadillac. <\/p>\n<p>* O couro usado nos volantes geralmente tem tratamento diferenciado para serem mais resistentes ao \u00e1cido \u00farico expelido pelo suor das m\u00e3os do condutor. Em muitos casos, o couro \u00e9 proveniente do dorso do boi. <\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o de estilo <br \/>\n<\/strong><br \/>\nApesar de todos os crit\u00e9rios de seguran\u00e7a, ergonomia e de absor\u00e7\u00e3o de energia que os volantes t\u00eam de obedecer, os projetistas das montadoras n\u00e3o deixariam a oportunidade de colocar em pr\u00e1tica suas ideias nesse quesito importante do carro. Com isso, o desenho precisa estar hamonioso com a logomarca ao centro do volante. E at\u00e9 os raios no volante servem como diferenciais para situar o carro. \u201cOs raios seguem o design e o posicionamento do ve\u00edculo. Na GM, as pick-ups costumam ter quatro raios. <br \/>\nDepende do conceito que se busca para o ve\u00edculo\u201d, afirma Tiago Santos , gerente de engenharia da GM. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, busca-se dar ao volante valores n\u00e3o s\u00f3 de tecnologia, com os comandos embutidos no volante, como tamb\u00e9m de requinte, atrav\u00e9s de padronagens diferentes. \u00c9 onde entram os revestimentos em couro, com costuras aparentes, encontrados com mais facilidade nos segmentos de m\u00e9dios para cima. Ou apliques de madeira, alum\u00ednio ou a\u00e7o escovado, s\u00f3 usados mesmo em modelos de luxo. \u201cO volante \u00e9 o componente do carro mais \u00e0 vista do motorista. <\/p>\n<p>Ele traz o s\u00edmbolo da marca e precisa transmitir valor para o cliente\u201d, receita Alexandre Almeida, gerente de engenharia da Volkswagen. <\/p>\n<p><b>Autor: WebMotors<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novos materiais e tecnologias para incorporar itens de conforto e de seguran\u00e7a Come\u00e7ou com a buzina. Depois vieram inocentes comandos de volume e de faixas do sistema de som. Aos poucos, outros dispositivos passaram a ocupar um item do autom\u00f3vel que servia s\u00f3 para girar as rodas. 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