{"id":16976,"date":"2009-11-04T22:27:15","date_gmt":"2009-11-04T22:27:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=16976"},"modified":"2009-11-04T15:51:21","modified_gmt":"2009-11-04T15:51:21","slug":"o-astronomico-investimento-na-pesquisa-espacial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2009\/11\/04\/o-astronomico-investimento-na-pesquisa-espacial\/","title":{"rendered":"O astron\u00f4mico investimento na pesquisa espacial"},"content":{"rendered":"<p>Com cerca de R$30, \u00e9 poss\u00edvel adquirir o material b\u00e1sico para montar uma luneta astron\u00f4mica capaz de fazer observa\u00e7\u00f5es como aquelas com as quais Galileu, h\u00e1 400 anos, ajudou a comprovar a teoria helioc\u00eantrica de Cop\u00e9rnico: bastam alguns encaixes feitos com tubos e conex\u00f5es de PVC e duas lentes convergentes. Ao longo desses quatro s\u00e9culos de observa\u00e7\u00f5es, entretanto, ganharam propor\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas os custos de montagem dos telesc\u00f3pios, cada vez mais sofisticados e gigantescos \u2013 tanto quanto requer a sofistica\u00e7\u00e3o cada vez maior do conhecimento cient\u00edfico sobre o espa\u00e7o. Para viabilizar grandes projetos, s\u00e3o comuns as parcerias internacionais, algumas delas com importante participa\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es brasileiras. <\/p>\n<p>A mais significativa, em termos de investimento do Brasil na constru\u00e7\u00e3o e no uso de observat\u00f3rios, \u00e9 o Southern Astrophysical Research Telescope (Soar), que funciona desde 2004 em Cerro Pach\u00f3n, uma montanha dos Andes chilenos a 2.700 metros acima do n\u00edvel do mar. Tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos s\u00e3o parceiras nesse empreendimento: o National Optical Astronomy Observatory, a Universidade da Carolina do Norte e a Universidade Estadual de Michigan. O Brasil, com recursos do CNPq, entrou com pouco mais de um ter\u00e7o do custo de constru\u00e7\u00e3o, estimado em US$ 28 milh\u00f5es, o que d\u00e1 aos pesquisadores brasileiros o direito a um tempo de uso do telesc\u00f3pio proporcional ao investimento do pa\u00eds. <\/p>\n<p>Para se ter uma ideia da dimens\u00e3o desse telesc\u00f3pio, enquanto o di\u00e2metro das lentes da luneta de Galileu se media em mil\u00edmetros, o Soar tem como lente principal um espelho prim\u00e1rio com di\u00e2metro de 4,1 metros. Al\u00e9m de estudos do Brasil j\u00e1 conclu\u00eddos e em andamento no Chile \u2013 no segundo semestre deste ano s\u00e3o 13, realizados por cinco institui\u00e7\u00f5es de pesquisa \u2013, os brasileiros desenvolveram dois instrumentos a serem acoplados ao telesc\u00f3pio: o Soar Integral Field Spectrograph e o Brazilian Tunable Filter Imager Instrument. \u201cO primeiro deve ir para o Chile at\u00e9 o final deste ano, e o outro, no in\u00edcio do ano que vem\u201d, afirma Jacques Lepine, pesquisador do Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (IAG) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). \u201cCom o que se aprendeu, em termos de tecnologia de fibras \u00f3pticas, o Brasil j\u00e1 se tornou exportador de sistemas multifibras para instrumenta\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica\u201d, completa. <\/p>\n<p>Bem perto do Soar, na mesma regi\u00e3o montanhosa dos Andes chilenos, est\u00e1 um outro observat\u00f3rio astron\u00f4mico ainda maior e em funcionamento h\u00e1 mais tempo: o Gemini. O di\u00e2metro de seu espelho prim\u00e1rio \u00e9 de 8,1 metros e ele foi constru\u00eddo por um cons\u00f3rcio envolvendo Estados Unidos, Canad\u00e1, Inglaterra, Austr\u00e1lia, Chile, Argentina e Brasil. No Gemini, a parcela de investimento brasileiro foi bem menor, de 2,31% do total, o que d\u00e1 aos pesquisadores do pa\u00eds o direito a 8 noites de observa\u00e7\u00f5es por ano. Mas o aproveitamento desse tempo tem sido intenso: at\u00e9 o ano passado, 500 trabalhos j\u00e1 tinham sido publicados a partir de estudos realizados ali, dos quais 7,6% tinham a participa\u00e7\u00e3o de brasileiros. <\/p>\n<p>A parcela de tempo do Brasil para observa\u00e7\u00f5es no Gemini pode aumentar. \u201cA comunidade de astr\u00f4nomos brasileiros gostaria de maior participa\u00e7\u00e3o, mas precisaria pagar mais custos operacionais. O ministro (S\u00e9rgio Rezende, de Ci\u00eancia e Tecnologia), disse que haver\u00e1 recurso para isso e o Brasil est\u00e1 em negocia\u00e7\u00e3o com os outros parceiros\u201d, diz Albert Bruch, diretor do Laborat\u00f3rio Nacional de Astrof\u00edsica (LNA). <\/p>\n<p>Segundo ele, a constru\u00e7\u00e3o do Gemini custou em torno de US$ 184 milh\u00f5es, mas h\u00e1 outros grandes projetos ao redor do mundo que envolvem um volume bem maior de dinheiro. \u201cO Alma (Atacama Large Millimeter Array) custa US$ 1 bilh\u00e3o. Nenhum pa\u00eds \u00e9 capaz de financiar sozinho um projeto como esse\u201d, avalia Bruch. O Alma \u00e9 considerado o mais ambicioso projeto de r\u00e1dio-astronomia da atualidade, envolvendo Estados Unidos, Canad\u00e1, Jap\u00e3o e diversos pa\u00edses europeus. Suas antenas, com 12 metros de di\u00e2metro cada, tamb\u00e9m ficar\u00e3o localizadas no Chile, perto de San Pedro de Atacama, a 5 mil metros de altitude, para captar sinais do espa\u00e7o. O gigantesco r\u00e1dio-telesc\u00f3pio formado pelo conjunto de antenas poder\u00e1 captar imagens com detalhamento dez vezes melhor que as captadas pelo telesc\u00f3pio espacial Hubble. <\/p>\n<p>Uma declara\u00e7\u00e3o do ministro S\u00e9rgio Rezende na abertura da Assembleia Geral da Uni\u00e3o Astron\u00f4mica Internacional, realizada em agosto, no Rio de Janeiro, deu a entender que o Brasil apresentaria propostas para participar do Alma. Mas de acordo com o diretor do LNA, pode ter havido um mal entendido. O que h\u00e1 de concreto s\u00e3o negocia\u00e7\u00f5es adiantadas entre Brasil e Argentina para instalar a 200 quil\u00f4metros do Atacama, em solo argentino, uma antena de 12 metros de di\u00e2metro como as do projeto Alma. Segundo Jacques Lepine, do IAG\/USP, o custo estimado dessa antena \u00e9 de aproximadamente US$ 6 milh\u00f5es. \u201cCaberia, ao Brasil, o pagamento da antena, e \u00e0 Argentina, a constru\u00e7\u00e3o da infraestrutura (estrada, rede el\u00e9trica ou geradores, rede de comunica\u00e7\u00f5es, um pr\u00e9dio simples, ve\u00edculos) e parte da manuten\u00e7\u00e3o nos primeiros anos\u201d, revela. <\/p>\n<p>Uma antena de radioastronomia ainda maior, com 14,2 metros de di\u00e2metro, funciona desde 1993 em territ\u00f3rio brasileiro. Trata-se do R\u00e1dio Observat\u00f3rio Espacial do Nordeste, situado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) da cidade de Eus\u00e9bio, no Cear\u00e1. Em agosto, a Nasa, ag\u00eancia espacial norte-americana, renovou um conv\u00eanio com sua cong\u00eanere brasileira para utiliza\u00e7\u00e3o do radio-observat\u00f3rio nordestino. Os dados captados por essa antena ajudam a corrigir o posicionamento de sat\u00e9lites que est\u00e3o na \u00f3rbita terrestre. <\/p>\n<p>O Inpe \u00e9 a principal institui\u00e7\u00e3o de pesquisa ligada ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), coordenado pela Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB). A maior parte dos US$ 110 milh\u00f5es destinados ao Inpe pelo PNAE foi usada na constru\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites. Um deles \u00e9 o Amaz\u00f4nia 1, previsto para ser lan\u00e7ado em 2010. Em julho, o ministro S\u00e9rgio Rezende e o embaixador do Reino Unido, Peter Collecot, anunciaram uma parceria para uso de uma c\u00e2mera desenvolvida pelo Rutherford Appleton Laboratory, que ir\u00e1 ao espa\u00e7o com o Amaz\u00f4nia 1 para monitorar a maior floresta tropical do planeta. <\/p>\n<p>A parceria mais bem sucedida do Inpe \u00e9 a do programa Sat\u00e9lite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, na sigla em ingl\u00eas), firmada em 1988 com a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial. Dois sat\u00e9lites, o CBERS-1 e o CBERS-2, j\u00e1 est\u00e3o no espa\u00e7o, auxiliando, entre outras coisas, no monitoramento agr\u00edcola e na previs\u00e3o de safras de Brasil e China, l\u00edderes em produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de alimentos. O CBERS-3, que recebeu mais de R$ 50 milh\u00f5es do PNAE em 2009, est\u00e1 previsto para ser lan\u00e7ado ainda este ano. O CBERS-4, j\u00e1 em desenvolvimento, ser\u00e1 lan\u00e7ado em 2011. A China decidiu investir, nos anos 1980, na \u00e1rea espacial, e encontrou no Brasil um parceiro com parque industrial moderno e familiarizado com alta tecnologia. \u201cNenhum pa\u00eds do mundo pode prescindir da coopera\u00e7\u00e3o\u201d, confirma D\u00e9cio Ceballos, coordenador de planejamento estrat\u00e9gico e avalia\u00e7\u00e3o do Inpe. <\/p>\n<p>Antes dessa pol\u00edtica cooperativa, o mundo assistiu, nos anos 1960 e 1970, \u00e0 corrida espacial entre R\u00fassia \u2013 que colocou o primeiro homem no espa\u00e7o, em 1961 \u2013 e Estados Unidos \u2013 que levou o homem \u00e0 Lua pela primeira vez, em 1969. Agora, \u00e9 a vez de emergentes como China e \u00cdndia investirem cada vez mais em pol\u00edticas espaciais. Ambos os pa\u00edses anunciaram a inten\u00e7\u00e3o de realizar voos tripulados para a Lua, e uma sonda indiana que j\u00e1 est\u00e1 na \u00f3rbita lunar detectou, no final de setembro, a presen\u00e7a de \u00e1gua no sat\u00e9lite terrestre. <\/p>\n<p>\u201cNos prim\u00f3rdios das expedi\u00e7\u00f5es espaciais, existia a quest\u00e3o do acesso espacial. Ainda se pensava muito pouco em aplica\u00e7\u00f5es e mais em aprender a fazer sat\u00e9lites e lan\u00e7adores, em mostrar poder e capacidade de realiza\u00e7\u00e3o\u201d, diz Ceballos. Para pa\u00edses como os Estados Unidos, que ganharam muito dinheiro com o uso de sat\u00e9lites, a quest\u00e3o do acesso ao espa\u00e7o j\u00e1 est\u00e1 superada. \u201cMas emergentes como China e \u00cdndia, e inclusive o Brasil, ainda est\u00e3o conquistando esse acesso e abrindo novas fronteiras tecnol\u00f3gicas. A geopol\u00edtica atual tem novos atores, e isso traz de volta a quest\u00e3o de se mostrar for\u00e7a, poder e compet\u00eancia, com tecnologia mais refinada\u201d, completa. <\/p>\n<p>Jacques Lepine, do IAG\/USP, explica a rela\u00e7\u00e3o entre pol\u00edtica espacial e desenvolvimento tecnol\u00f3gico. \u201cGrande parte da superioridade que os Estados Unidos t\u00eam sobre outros pa\u00edses \u00e9 fruto do esfor\u00e7o espacial, que requereu desenvolvimento de novos materiais, combust\u00edveis, sistemas de comunica\u00e7\u00e3o, computa\u00e7\u00e3o, assim como a pr\u00f3pria capacidade de se organizar em torno de um grande projeto\u201d, enumera. \u201cPodemos chamar isso de demonstra\u00e7\u00e3o de poder, mas \u00e9 tamb\u00e9m demonstra\u00e7\u00e3o de capacidade. Quando a China e a \u00cdndia colocarem um homem na Lua, a admira\u00e7\u00e3o pela tecnologia desses pa\u00edses aumentar\u00e1, com reflexos, inclusive, sobre as exporta\u00e7\u00f5es de produtos tecnol\u00f3gicos\u201d, prev\u00ea. <\/p>\n<p>Segundo Ceballos, do Inpe, al\u00e9m de sondas espaciais e das expedi\u00e7\u00f5es tripuladas, a \u00cdndia \u00e9 segundo pa\u00eds que mais investe, em propor\u00e7\u00e3o a seu PIB, em programas espaciais com aplica\u00e7\u00f5es mais cl\u00e1ssicas, voltadas para resultados sociais, como observa\u00e7\u00f5es terrestres, comunica\u00e7\u00e3o e navega\u00e7\u00e3o. S\u00f3 perde para os Estados Unidos. No Brasil, essas aplica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m lideram os investimentos. Al\u00e9m da engenharia de sat\u00e9lites, do monitoramento de safras agr\u00edcolas e de queimadas nas florestas e da previs\u00e3o do tempo, o Inpe tamb\u00e9m realiza pesquisa b\u00e1sica, como estudos f\u00edsicos e qu\u00edmicos de fen\u00f4menos na atmosfera terrestre e no espa\u00e7o. Em 2010, ser\u00e3o investidos R$ 5 milh\u00f5es em pesquisa b\u00e1sica no Inpe, um d\u00e9cimo do que ter\u00e1 consumido o CBERS-3 at\u00e9 o final de 2009. <\/p>\n<p>\u201cTemos que nos livrar dessa vis\u00e3o imediatista de procurar \u2018fun\u00e7\u00e3o social&#039; em tudo e achar que pesquisa priorit\u00e1ria \u00e9 aquela que vai resultar em aumento na produ\u00e7\u00e3o de alimentos e na melhoria da sa\u00fade\u201d, defende Lepine. \u201cHistoricamente, a astronomia contribuiu para que surgissem as leis da mec\u00e2nica, a relatividade, a f\u00edsica de part\u00edculas elementares. Os conhecimentos criados pela pesquisa numa \u00e1rea beneficiam, em um dado momento, as outras \u00e1reas. N\u00e3o se sabe de onde v\u00e3o surgir as grandes descobertas de amanh\u00e3. Mas usar esse enorme laborat\u00f3rio de f\u00edsica que \u00e9 o universo \u00e9 um bom caminho\u201d, avalia. <\/p>\n<p>Albert Bruch, do LNA, lembra o quanto foram importantes as observa\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas para auxiliar as rotas mar\u00edtimas no per\u00edodo das grandes navega\u00e7\u00f5es, nos s\u00e9culos XVI e XVII. \u201cAl\u00e9m disso, toda cultura se baseia no conhecimento, que se acumula ao longo dos s\u00e9culos. Se, em s\u00e9culos passados, se tivesse feito apenas pesquisa aplicada, hoje s\u00f3 ter\u00edamos l\u00e2mpada a g\u00e1s e n\u00e3o luz el\u00e9trica\u201d, imagina. E Lepine completa: \u201cUm de nossos objetivos n\u00e3o \u00e9 dominar a fus\u00e3o nuclear como fonte de energia? Ent\u00e3o, \u00e9 bom ver como a fus\u00e3o nuclear funciona no interior de estrelas\u201d. <\/p>\n<p><b>Autor: Com Ci\u00eancia<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com cerca de R$30, \u00e9 poss\u00edvel adquirir o material b\u00e1sico para montar uma luneta astron\u00f4mica capaz de fazer observa\u00e7\u00f5es como aquelas com as quais Galileu, h\u00e1 400 anos, ajudou a comprovar a teoria helioc\u00eantrica de Cop\u00e9rnico: bastam alguns encaixes feitos com tubos e conex\u00f5es de PVC e duas lentes convergentes. 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