{"id":15885,"date":"2009-06-01T22:09:56","date_gmt":"2009-06-01T22:09:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=15885"},"modified":"2009-06-01T17:09:40","modified_gmt":"2009-06-01T17:09:40","slug":"brasil-esta-preparado-para-aportes-em-eolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2009\/06\/01\/brasil-esta-preparado-para-aportes-em-eolica\/","title":{"rendered":"Brasil est\u00e1 preparado para aportes em e\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p>O governo brasileiro marcou para o dia 25 de novembro o primeiro leil\u00e3o de energia e\u00f3lica, que \u00e9 visto como um gesto de vontade pol\u00edtica para essa forma de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica. A entrada, por\u00e9m, definitiva dessa fonte de energia limpa, que est\u00e1 crescendo cerca de 27% ao ano no mundo, na matriz energ\u00e9tica brasileira ainda depender\u00e1 dos incentivos. Para debater esse assunto, o programa &#8220;Panorama do Brasil&#8221; trouxe o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria E\u00f3lica (Abee\u00f3lica), Lauro Fi\u00faza, que foi entrevistado pelos jornalistas Roberto M\u00fcller, Crislaine Coscarelli, editora de Ind\u00fastria do DCI, e Milton Paes, da r\u00e1dio Nova Brasil FM. <\/p>\n<p><strong>Roberto M\u00fcller: Doutor Lauro, constatamos que o potencial de energia e\u00f3lica e de outras fontes \u00e9 de tal magnitude que n\u00e3o h\u00e1 mais d\u00favidas de que Deus \u00e9 brasileiro. Conte um pouco da entidade que preside e desse potencial. <br \/>\n<\/strong><br \/>\nLauro Fi\u00faza: Deus definitivamente \u00e9 brasileiro. O mundo inteiro tem uma preocupa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica: como gerar energia sem agredir o meio ambiente. O mundo est\u00e1 preocupado com o t\u00e9rmino do ciclo do petr\u00f3leo e a grande quest\u00e3o \u00e9 como substituir essa gera\u00e7\u00e3o de forma sustent\u00e1vel sem destruir a natureza. Esse \u00e9 um processo que come\u00e7ou na Alemanha nos \u00faltimos 20 anos, e que se espalhou pela Europa e hoje atinge a China, \u00cdndia e, principalmente, os Estados Unidos, uma na\u00e7\u00e3o que depende muito de petr\u00f3leo importado, um produto que tem como caracter\u00edstica existir em abund\u00e2ncia onde h\u00e1 instabilidade pol\u00edtica, e os EUA s\u00e3o ref\u00e9ns dessa posi\u00e7\u00e3o, tanto que na administra\u00e7\u00e3o do presidente Barack Obama h\u00e1 o desenvolvimento de pesquisa e busca pesada por outras formas de gera\u00e7\u00e3o de energia para diminuir essa depend\u00eancia que em termos financeiros chega a US$ 700 bilh\u00f5es de d\u00e9ficit na balan\u00e7a comercial. J\u00e1 o Brasil \u00e9 a na\u00e7\u00e3o que tem a maior participa\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel em sua matriz energ\u00e9tica, no setor el\u00e9trico, temos 80% da carga produzida de fontes renov\u00e1veis e entre elas a matriz b\u00e1sica \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o hidroel\u00e9trica. O Brasil tamb\u00e9m tem muito sol e terra, o que propicia gerar energia por meio de produtos agr\u00edcolas, o etanol e a gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica por baga\u00e7o da cana. Como consequ\u00eancia do sol podemos tamb\u00e9m gerar energia el\u00e9trica solar por meio de pain\u00e9is t\u00e9rmicos e fotovoltaicos. Ainda, o sol \u00e9 o gerador das correntes de vento, e ventos o Brasil tem em grande propor\u00e7\u00e3o. Para completar, Deus ainda deu uma pitadinha de sorte, com a descoberta do petr\u00f3leo do pr\u00e9-sal. Daqui para a frente, o Brasil pode ser um grande fornecedor de petr\u00f3leo para o resto do mundo que n\u00e3o tem fontes renov\u00e1veis de energia da forma como n\u00f3s temos. O petr\u00f3leo j\u00e1 teve pre\u00e7o pr\u00f3ximo de US$ 150 por barril, caiu, e j\u00e1 est\u00e1 subindo novamente, e as previs\u00f5es dos grandes estudiosos de energia do mundo preveem o retorno da economia a patamares anteriores, com o que esse pre\u00e7o voltar\u00e1 a US$ 150. A vida do petr\u00f3leo deve acabar em 30 ou 40 anos, por isso o mundo passa por um novo ciclo de gera\u00e7\u00e3o de energia. <\/p>\n<p><strong>Milton Paes: As concession\u00e1rias investem em pesquisa. A CPFL, por exemplo, tem investido em energia de biomassa e pesquisas nesse sentido. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 energia e\u00f3lica, como est\u00e1 esse ponto por parte das concession\u00e1rias? <\/p>\n<p><\/strong>Lauro Fi\u00faza: A e\u00f3lica chega com for\u00e7a no Brasil. Hoje temos a n\u00edtida percep\u00e7\u00e3o de que ela \u00e9 necess\u00e1ria como forma complementar \u00e0 gera\u00e7\u00e3o hidroel\u00e9trica, que \u00e9 a nossa principal fonte de gera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>Roberto M\u00fcller: E o Brasil tem muito potencial? O que representa? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nLauro Fi\u00faza: Nosso potencial \u00e9 gigantesco. O \u00faltimo Atlas da energia e\u00f3lica aponta de que temos 143 mil MW de potencial a ser explorado. Mas esse mapa foi feito com torres de 50 metros de altura; hoje, a m\u00e9dia dessas torres est\u00e1 acima de 100 metros: o novo mapa est\u00e1 em prepara\u00e7\u00e3o e indica que o potencial brasileiro passa para 300 mil MW. Isso representa o triplo da capacidade total de todas as fontes de que o Brasil disp\u00f5e hoje. Quer dizer, somente por meio da e\u00f3lica podemos abastecer o Brasil nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. <\/p>\n<p><strong>Roberto M\u00fcller: &#8230;e para sempre, porque somente se parar de ventar \u00e9 que se para de gerar&#8230; <\/p>\n<p><\/strong>Lauro Fi\u00faza: E ainda tem a vantagem de que o custo do combust\u00edvel \u00e9 zero: n\u00e3o se cobra pelo vento. As concession\u00e1rias est\u00e3o preocupadas com o futuro, afinal n\u00e3o vivem somente no presente. As maiores empresas de energia do mundo est\u00e3o investindo pesadamente em e\u00f3lica, nos EUA e na Europa. No Brasil a CPFL tem muitos parques preparados para entrar nos pr\u00f3ximos leil\u00f5es, a EDP, a Iberdrola, a AES, a Tractebel-Suez. Enfim, todos os nomes de peso no mundo em gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de energia e que est\u00e3o no Brasil est\u00e3o atentos e querendo desenvolver parques. Gostaria de acrescentar que a Petrobras vai entrar em e\u00f3lica tamb\u00e9m, e a Eletrobr\u00e1s vai entrar tamb\u00e9m por meio das concession\u00e1rias como a Chesf. Isso prova que o mundo ligado \u00e0 energia pensa seriamente na e\u00f3lica. <\/p>\n<p><strong>Crislaine Coscarelli: O senhor citou os leil\u00f5es, o primeiro dos quais vai ser no pr\u00f3ximo semestre; o senhor acha que isso ser\u00e1 um marco, um in\u00edcio para o investimento? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nLauro Fi\u00faza: Acho que \u00e9 uma grande sinaliza\u00e7\u00e3o do governo de que passa a se preocupar e a investir, a incentivar e a considerar a gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica uma parte da matriz energ\u00e9tica. Existiam alguns mitos, que foram amplamente debatidos nos \u00faltimos doze meses, um dos quais \u00e9 de que a energia e\u00f3lica \u00e9 cara. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 cara, \u00e9 complementar \u00e0 hidroel\u00e9trica. Um dos estudos que n\u00f3s, da Abee\u00f3lica, contratamos, com um dos maiores pensadores e autoridades do setor de energia do Brasil, o doutor Mauro Veiga, que pesquisou durante sete meses a fundo a inser\u00e7\u00e3o da e\u00f3lica na matriz energ\u00e9tica brasileira, chegou a conclus\u00f5es fant\u00e1sticas. Uma delas \u00e9 a de que cerca de mil MW de energia e\u00f3lica contratada durante 10 anos produz uma economia de R$ 1,4 bilh\u00e3o anualmente, porque quando a e\u00f3lica est\u00e1 utilizando os ventos para a gera\u00e7\u00e3o, contribui para os reservat\u00f3rios das hidroel\u00e9tricas economizarem \u00e1gua para o segundo semestre, mais seco. Poupar \u00e1gua para esse per\u00edodo do ano significa deixar de utilizar as t\u00e9rmicas para complementar a gera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>Roberto M\u00fcller: Essas sim, s\u00e3o mais caras, n\u00e3o? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nLauro Fi\u00faza: S\u00e3o bem mais caras e t\u00eam o agravo de ser altamente poluentes. E tem mais: hoje sabe-se quanto vai custar essa energia, mas n\u00e3o se sabe qual ser\u00e1 esse pre\u00e7o amanh\u00e3, porque esse tipo de usina depende de uma commodity, que \u00e9 o petr\u00f3leo. <\/p>\n<p><strong>Crislaine Coscarelli: Com a e\u00f3lica n\u00e3o tem essa vari\u00e1vel&#8230;<\/strong> <\/p>\n<p>Lauro Fi\u00faza: Para a e\u00f3lica, como o combust\u00edvel n\u00e3o \u00e9 comprado, o custo de gera\u00e7\u00e3o \u00e9 definido quando termina o investimento no parque, da\u00ed para frente o custo n\u00e3o muda mais, tem apenas o de opera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>Milton Paes: Mundialmente falando, qual \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o da energia e\u00f3lica? <\/p>\n<p><\/strong>Muito baixa, mas tem avan\u00e7ado com muita rapidez. A gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica \u00e9 a forma de energia que mais cresce no mundo, cerca de 27%. Nos EUA j\u00e1 est\u00e1 encostando no carv\u00e3o, que \u00e9 a linha-mestra daquele pa\u00eds. Por\u00e9m, no mundo, \u00e9 de cerca de 3% da matriz energ\u00e9tica, muito baixo ainda, mas h\u00e1 paises, como a Dinamarca, em que a energia e\u00f3lica responde por cerca de 20% do consumo. Na Espanha, 13%, em Portugal, 11%, e na It\u00e1lia, 9%. No Brasil, a participa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito menor: cerca de 0,4%. <\/p>\n<p><strong>Crislaine Coscarelli: O senhor acha que a e\u00f3lica pode substituir quanto de gera\u00e7\u00e3o aqui, no Brasil? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nN\u00e3o vai substituir, vai crescer complementando a gera\u00e7\u00e3o hidroel\u00e9trica. Se pegarmos mil MW em dez anos, n\u00e3o passar\u00e1 de 4% da gera\u00e7\u00e3o de energia brasileira. \u00c9 muito pouco devido ao fato de termos uma matriz hidroel\u00e9trica muito forte. No Brasil jamais se vai substituir a gera\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica, mas ser\u00e1 um parceiro essencial para a matriz ser mais econ\u00f4mica, e isso \u00e9 que importa: termos energia para desenvolvimento e de forma barata. <\/p>\n<p><strong>Roberto M\u00fcller: Mas apenas 4% s\u00e3o o suficiente para fazer essa complementa\u00e7\u00e3o? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nPode ser 10%, pode ser 20%. Esse \u00edndice de 4% refere-se a um horizonte de 10 anos, que \u00e9 o suport\u00e1vel para poder investir. Voc\u00ea sabe, Roberto, que o investimento por MW de e\u00f3lica \u00e9 muito pesado? <\/p>\n<p><strong>Roberto M\u00fcller: Mais que em hidroel\u00e9trica?<\/strong> <\/p>\n<p>Lauro Fi\u00faza: Mais caro. \u00c9 s\u00f3 um pouco mais caro, mas \u00e9 mais caro que as t\u00e9rmicas, por exemplo, que s\u00e3o baratas no investimento mas car\u00edssimas no funcionamento e dependentes de uma commodity que tem um pre\u00e7o inst\u00e1vel e ascendente. O que devemos fazer no Brasil \u00e9 investir cada vez mais nas fontes de energia renov\u00e1veis -a biomassa, a solar, a e\u00f3lica, no etanol- e dessa forma contribuir para a manuten\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a brasileira de energia renov\u00e1vel, para continuarmos com a carteirinha de este ser o pa\u00eds mais limpo do mundo e ainda preservar o petr\u00f3leo do pr\u00e9-sal para exporta\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um produto nobre e que podemos vender a pa\u00edses que n\u00e3o possuem esse benef\u00edcio de fontes de energia renov\u00e1vel. <\/p>\n<p><strong>Roberto M\u00fcller: Qual \u00e9 o cen\u00e1rio ideal e poss\u00edvel que o senhor desenha para a participa\u00e7\u00e3o da e\u00f3lica na matriz energ\u00e9tica do Brasil? <\/p>\n<p><\/strong>Lauro Fi\u00faza: O ideal \u00e9 a mistura da e\u00f3lica com biomassa, com pequenas centrais hidroel\u00e9tricas e solar -esta \u00faltima ainda tem um futuro um pouco distante- com a hidroel\u00e9trica, de forma que seja poss\u00edvel minimizar a participa\u00e7\u00e3o das termoel\u00e9tricas a \u00f3leo combust\u00edvel, \u00f3leo pesado e \u00f3leo diesel.N\u00e3o que elas n\u00e3o sejam necess\u00e1rias na matriz energ\u00e9tica brasileira, pois s\u00e3o backups importantes em horas de emerg\u00eancia e fazem com que o sistema trabalhe em harmonia e seguran\u00e7a. <\/p>\n<p><strong>Roberto M\u00fcller: O senhor inclui tamb\u00e9m a nuclear? <\/p>\n<p><\/strong>Lauro Fi\u00faza: Definitivamente, sim. Acho que o mundo inteiro v\u00ea essa fonte de outra forma. Hoje ela \u00e9 considerada muito segura, mas ainda tem um \u00fanico problema: como tratar os res\u00edduos, que podem durar 2 mil anos; mas isso acredito que a tecnologia vai resolver. Agora, no Brasil n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante como outras formas que temos em abund\u00e2ncia. Como j\u00e1 falei, Deus foi muito generoso, temos potencial para gerar toda a energia de que precisamos para os pr\u00f3ximos 100 ou 200 anos das fontes de energia renov\u00e1veis. <\/p>\n<p><strong>Roberto M\u00fcller: H\u00e1 empreendedores, fora concession\u00e1rios de energia, que investem nessa fonte? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nH\u00e1 muitos empreendedores: o mundo inteiro do setor est\u00e1 no Pa\u00eds, aguardando o programa. Temos a inten\u00e7\u00e3o do governo brasileiro, da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), que planeja o setor el\u00e9trico brasileiro, e do Minist\u00e9rio de Minas e Energia para fazer leil\u00f5es anuais contratando energia e\u00f3lica. <\/p>\n<p><strong>Roberto M\u00fcller: Isso garante a demanda e o investimento? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nLauro Fi\u00faza: Se tivermos esse aceno de uma demanda a longo prazo, sem sombra de d\u00favida atrairemos todas as grandes montadoras. No Brasil, j\u00e1 temos duas grandes f\u00e1bricas de reputa\u00e7\u00e3o, temos outras cinco ou seis grandes empresas com escrit\u00f3rios no Brasil: uma \u00e9 indiana; a outra, a maior do mundo, a dinamarquesa Vestas; a GE, americana que tem em torno de 46% de todos os componentes aplicados nos EUA fabricados no Brasil. Quer dizer, as ind\u00fastrias brasileiras j\u00e1 fornecem pe\u00e7as e equipamentos para o mundo inteiro, e talvez voc\u00ea n\u00e3o saiba, Roberto, mas a segunda maior f\u00e1brica de p\u00e1s e\u00f3licas do mundo est\u00e1 aqui no Brasil, e exporta 100% de sua produ\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, o estabelecimento de demanda garantida para essas ind\u00fastrias far\u00e1 que montem suas bases aqui no Brasil. E a consequ\u00eancia \u00e9 que, como a e\u00f3lica est\u00e1 crescendo imensamente no mundo, liderada pelos EUA, podemos fazer uma base de exporta\u00e7\u00e3o de produtos e\u00f3licos para o mundo inteiro, mas isso s\u00f3 poder\u00e1 ser iniciado se antes de tudo houver uma demanda por esses equipamentos, internamente. <\/p>\n<p><strong>Roberto M\u00fcller: Criar exporta\u00e7\u00e3o de produtos de gera\u00e7\u00e3o?<\/strong> <\/p>\n<p>O gerador inteiro. Eu cito o exemplo da Espanha: esse pa\u00eds come\u00e7ou h\u00e1 15 anos, abriu um mercado criou um programa e atraiu fabricantes mundiais para produzirem l\u00e1. Hoje, sete f\u00e1bricas estrangeiras e sete grandes empresas espanholas est\u00e3o competindo, e a Espanha passou a ser um grande exportador de m\u00e1quinas. <\/p>\n<p><strong>Crislaine Coscarelli: Ent\u00e3o faltava somente a iniciativa do governo para que isso gerasse mais divisas para o pa\u00eds, para que fosse para a frente, e agora temos o in\u00edcio desse processo no Brasil? <\/p>\n<p><\/strong>Exatamente. N\u00f3s tivemos a felicidade de organizar uma miss\u00e3o liderada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o, com deputados da Comiss\u00e3o Especial da Energia Renov\u00e1vel, com o presidente do Banco do Nordeste (BNB) e seu diretor financeiro, o presidente da EPE, todos fomos conhecer a realidade da Espanha, e essa experi\u00eancia foi muito agrad\u00e1vel, porque nos mostraram a forma de ver esse setor como fator de desenvolvimento econ\u00f4mico. Numa reuni\u00e3o com o congresso espanhol, uma deputada disse que primeiro tem de haver uma decis\u00e3o pol\u00edtica, uma decis\u00e3o de estadismo, ao se olhar para um setor econ\u00f4mico enfocando o futuro; o segundo passo \u00e9 criar um marco regulat\u00f3rio que garanta retorno aos investidores, afinal nenhuma empresa vai fazer empreendimentos se n\u00e3o tiver certeza de que ter\u00e1 retorno, al\u00e9m disso, nenhum banco financiar\u00e1, e lembro que estava o presidente do BNB conosco, que \u00e9 o maior apoiador da e\u00f3lica como fator de desenvolvimento para a Regi\u00e3o Nordeste; o terceiro ponto \u00e9 um pacote de incentivos, express\u00e3o que \u00e0s vezes \u00e9 vista como maldita. Em outra reuni\u00e3o mostraram de forma clara que, para cada euro de incentivo, retornaram impostos posteriores com a gera\u00e7\u00e3o de emprego, com economia na importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel para t\u00e9rmicas e, principalmente, com a instala\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias de fabrica\u00e7\u00e3o de equipamentos e\u00f3licos que s\u00e3o exportados. Com tudo isso cada euro retornou 5,4 euros. Podemos fazer no Brasil a mesma base de exporta\u00e7\u00e3o, <\/p>\n<p><strong>Crislaine Coscarelli: O senhor citou o Nordeste, esta deve ser a regi\u00e3o que mais receber\u00e1 parques e\u00f3licos no Brasil? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida, j\u00e1 temos tr\u00eas regi\u00f5es mapeadas para a instala\u00e7\u00e3o de e\u00f3lica no Brasil. A primeira, a Nordete, do Maranh\u00e3o a Alagoas, a segunda no interior da Bahia, regi\u00e3o riqu\u00edssima em ventos, e ainda no Rio Grande do Sul e um pouco em Santa Catarina. Temos medidos 143 GW, mas podemos chegar a 300 GW sem ter medido a Amaz\u00f4nia. <\/p>\n<p><strong>Milton Paes: O governo brasileiro desenvolveu uma campanha para o desenvolvimento da bioenergia. Por que o governo n\u00e3o difunde e incentiva esse modelo de energia? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nEle j\u00e1 come\u00e7ou, a decis\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 tomada, a e\u00f3lica j\u00e1 \u00e9 vista como complementar \u00e0 hidroel\u00e9trica junto \u00e0s outras. Esses conceitos de que \u00e9 cara j\u00e1 foram superados. Ela \u00e9 contribuidora para a economia porque, ao funcionar, evita que outras formas mais caras sejam criadas, compensa o sistema, os parques s\u00e3o bem distribu\u00eddos pelo territ\u00f3rio nacional, o que melhora o balanceamento da rede, que \u00e9 muito extensa. <\/p>\n<p><strong>Roberto M\u00fcller: Dessa forma o custo de transmiss\u00e3o diminui? <br \/>\n<\/strong><br \/>\nO custo de transmiss\u00e3o diminui, as quedas e as oscila\u00e7\u00f5es de corrente diminuem e assim conseguimos evitar a entrada de gera\u00e7\u00e3o de energia de fontes mais caras. <\/p>\n<p><b>Autor: DCI<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo brasileiro marcou para o dia 25 de novembro o primeiro leil\u00e3o de energia e\u00f3lica, que \u00e9 visto como um gesto de vontade pol\u00edtica para essa forma de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica. 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