{"id":153640,"date":"2026-05-05T14:55:32","date_gmt":"2026-05-05T17:55:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?p=153640"},"modified":"2026-05-05T14:57:27","modified_gmt":"2026-05-05T17:57:27","slug":"por-roberto-massaru-watanabe-prefiro-o-vigesimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2026\/05\/05\/por-roberto-massaru-watanabe-prefiro-o-vigesimo\/","title":{"rendered":"Por Roberto Massaru Watanabe &#8211; Prefiro o Vig\u00e9simo"},"content":{"rendered":"<p>Havia tr\u00eas amigos que encontravam-se uma vez por m\u00eas, como quem tenta fazer um acordo silencioso com o tempo. Bebiam, conversavam, riam \u2014 e, sobretudo, lembravam e jogavem conversa fora. Era um ritual simples, mas profundamente eficaz: uma pequena resist\u00eancia contra o desgaste cotidiano.<br \/>\nNuma dessas noites, o assunto derivou para a dist\u00e2ncia.<br \/>\nDois deles j\u00e1 n\u00e3o moravam por perto. A vida, com sua engenharia invis\u00edvel, havia redesenhado seus caminhos. Foi ent\u00e3o que o terceiro comentou, com a naturalidade de quem abre uma janela: \u201cNo meu pr\u00e9dio h\u00e1 dois apartamentos vagos. Um no segundo andar e outro no vig\u00e9simo\u201d.<br \/>\nNo dia seguinte foram visitar: Gostaram e decidiram mudar.<br \/>\nEnt\u00e3o veio ent\u00e3o a escolha.<br \/>\nUm deles, com prud\u00eancia quase estrutural, optou pelo segundo andar. Mobilidade, conforto, proximidade com o ch\u00e3o \u2014 esse velho aliado da seguran\u00e7a.<br \/>\nO outro fez uma pausa breve \u2014 suficiente para dar peso \u00e0 decis\u00e3o:<br \/>\n\u2014 Eu fico com o vig\u00e9simo.<br \/>\n\u2014 Por qu\u00ea?<br \/>\n\u2014 Porque quero viver mais.<br \/>\nRiram.<br \/>\nMas nem toda frase leve nasce vazia.<br \/>\n________________________________________<br \/>\nO tempo n\u00e3o \u00e9 aquilo que parece<br \/>\nH\u00e1, de fato, um fundamento f\u00edsico por tr\u00e1s daquela escolha.<br \/>\nAo subir alguns metros acima do solo, afastamo-nos ligeiramente do centro da Terra. Esse pequeno deslocamento altera, ainda que de forma extremamente sutil:<br \/>\n\u2022 a intensidade do campo gravitacional;<br \/>\n\u2022 a velocidade associada \u00e0 rota\u00e7\u00e3o do planeta.<br \/>\nE ent\u00e3o surge Albert Einstein, com uma afirma\u00e7\u00e3o que ainda hoje desafia a intui\u00e7\u00e3o: \u201co tempo n\u00e3o \u00e9 absoluto: ele se ajusta \u2014 discretamente \u2014 \u00e0 velocidade e \u00e0 gravidade\u201d.<br \/>\nIsso significa que dois indiv\u00edduos, em condi\u00e7\u00f5es ligeiramente distintas, podem experimentar o tempo de maneira tamb\u00e9m distinta.<br \/>\nN\u00e3o o tempo dos rel\u00f3gios de pulso, mas o tempo real \u2014 aquele que estrutura o universo.<br \/>\n________________________________________<br \/>\nUma ponte como met\u00e1fora do tempo<br \/>\nAgora, avancemos.<br \/>\nImaginemos um morador de Niter\u00f3i que, todos os dias, cruza a Ponte Rio-Niter\u00f3i para trabalhar no Rio de Janeiro.<br \/>\nPela manh\u00e3, segue em um sentido e \u00e0 tarde, retorna no sentido oposto.<br \/>\nSe, no futuro, os ve\u00edculos permitirem velocidades significativamente mais elevadas, esse deslocamento passa a incorporar \u2014 ainda que de forma muito sutil \u2014 os efeitos da relatividade.<br \/>\nDurante o trajeto, seu corpo est\u00e1 em movimento e o movimento, como sabemos, altera a forma como o tempo se manifesta.<br \/>\nAssim, a cada travessia, \u201calgo\u201d acontece.<br \/>\nNada dram\u00e1tico.<br \/>\nNada percept\u00edvel ao rel\u00f3gio comum.<br \/>\nMas tamb\u00e9m n\u00e3o inexistente.<br \/>\n________________________________________<br \/>\nO valor das pequenas diferen\u00e7as<br \/>\nDurante muito tempo, a engenharia \u2014 e mesmo a f\u00edsica aplicada \u2014 habituou-se a desconsiderar aquilo que \u00e9 extremamente pequeno.<br \/>\nMas o avan\u00e7o da ci\u00eancia, especialmente em \u00e1reas como a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, nos trouxe uma percep\u00e7\u00e3o desconcertante: pequenas varia\u00e7\u00f5es podem produzir grandes consequ\u00eancias.<br \/>\nSistemas sens\u00edveis reagem a est\u00edmulos m\u00ednimos. Processos aparentemente insignificantes podem desencadear comportamentos relevantes.<br \/>\nE, se ampliarmos o olhar, tradi\u00e7\u00f5es milenares como o I Ching j\u00e1 sugeriam, h\u00e1 muito tempo:<br \/>\n\u201co sutil precede o evidente &#8211; o m\u00ednimo antecede o manifesto\u201d.<br \/>\nA ci\u00eancia contempor\u00e2nea, por caminhos completamente distintos, acabou por confirmar essa intui\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTomemos um exemplo que cabe na palma da m\u00e3o \u2014 e que, silenciosamente, organiza a nossa vida moderna: o GPS.<br \/>\nOs sat\u00e9lites do Global Positioning System orbitam a Terra a milhares de quil\u00f4metros por hora, em altitudes onde tanto a velocidade quanto o campo gravitacional diferem sensivelmente das condi\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie.<br \/>\nE, mais uma vez, a relatividade se imp\u00f5e.<br \/>\nPara esses sat\u00e9lites, o tempo n\u00e3o transcorre da mesma forma que para n\u00f3s.<br \/>\n\u2022 pela velocidade elevada, o tempo tende a passar mais lentamente;<br \/>\n\u2022 pela menor influ\u00eancia gravitacional, tende a passar mais rapidamente.<br \/>\nEsses dois efeitos n\u00e3o se anulam completamente. Produzem uma diferen\u00e7a \u00ednfima \u2014 mas rigorosamente mensur\u00e1vel. E, sobretudo, indispens\u00e1vel.<br \/>\nO funcionamento do GPS baseia-se na medi\u00e7\u00e3o do tempo que um sinal leva para sair do sat\u00e9lite e chegar ao receptor \u2014 o seu smartphone. Esse intervalo \u00e9 da ordem de nanossegundos.<br \/>\nSe essas diferen\u00e7as n\u00e3o fossem consideradas, os erros de posicionamento cresceriam rapidamente, atingindo dist\u00e2ncias incompat\u00edveis com o uso pr\u00e1tico.<br \/>\nOu seja: aquilo que \u00e9 pequeno demais para ser percebido pode ser grande demais para ser ignorado.<br \/>\nAssim, aquelas varia\u00e7\u00f5es de tempo \u2014 discretas, quase impercept\u00edveis \u2014 n\u00e3o apenas existem, como sustentam, silenciosamente, o funcionamento do mundo contempor\u00e2neo.<br \/>\n________________________________________<br \/>\nEntre a f\u00edsica e a percep\u00e7\u00e3o<br \/>\nNosso viajante da ponte n\u00e3o chegar\u00e1 em casa mais jovem no sentido cl\u00e1ssico.<br \/>\nMas poder\u00e1 chegar\u2026 diferente.<br \/>\nTalvez mais tranquilo. Talvez mais presente. Talvez mais dispon\u00edvel.<br \/>\nE aqui a engenharia encontra algo que raramente inclui em seus c\u00e1lculos: a experi\u00eancia humana do tempo.<br \/>\nSe, ao final do dia, ele encontra afeto, conversa, conviv\u00eancia \u2014 ent\u00e3o, naquele instante, o tempo adquire outra densidade.<br \/>\nE isso n\u00e3o \u00e9 apenas poesia.<br \/>\nPequenas altera\u00e7\u00f5es no estado f\u00edsico, emocional e at\u00e9 neurol\u00f3gico podem influenciar percep\u00e7\u00f5es, decis\u00f5es e comportamentos.<br \/>\n________________________________________<br \/>\nO tempo que os projetos n\u00e3o enxergam<br \/>\nEnquanto discutimos essas sutilezas, nossas obras continuam sendo concebidas como se o tempo fosse uma vari\u00e1vel est\u00e1tica.<br \/>\nPontes, rodovias, estruturas \u2014 todas inseridas em um fluxo cont\u00ednuo de transforma\u00e7\u00e3o:<br \/>\n\u2022 ve\u00edculos mais pesados;<br \/>\n\u2022 velocidades maiores;<br \/>\n\u2022 demandas crescentes;<br \/>\n\u2022 usos n\u00e3o previstos.<br \/>\nO tempo atua: Silenciosamente, Persistentemente, Irreversivelmente.<br \/>\nE muitas vezes s\u00f3 o percebemos quando j\u00e1 se manifestou em forma de fissura, desgaste ou colapso.<br \/>\n________________________________________<br \/>\nVoltar para casa<br \/>\nVoltemos ao nosso personagem.<br \/>\nEle atravessa a ponte ao entardecer. O sol desce sobre a Ba\u00eda da Guanabara.<br \/>\nA cidade desacelera \u2014 ao menos na apar\u00eancia. Ao atravessar a ponte no sentido do Rio para Niteroi estar\u00e1 trafegando no sentido oeste-leste mesmo sentido da rota\u00e7\u00e3o da Terra de modo que a velocidade do ve\u00edculo se soma \u00e0 velocidade de rota\u00e7\u00e3o da Terra.<br \/>\nEle retorna.<br \/>\nE, ao chegar, encontra aquilo que n\u00e3o cabe em equa\u00e7\u00f5es:<br \/>\n\u2014 uma conversa<br \/>\n\u2014 um olhar<br \/>\n\u2014 uma presen\u00e7a<br \/>\n\u2014 o aconchego do lar<br \/>\nSe houve alguma altera\u00e7\u00e3o f\u00edsica no tempo ao longo do dia, ela \u00e9 extremamente sutil.<br \/>\nMas os efeitos humanos\u2026 esses podem ser profundos.<br \/>\n________________________________________<br \/>\nConclus\u00e3o: o engenheiro e o tempo<br \/>\nEntre o segundo e o vig\u00e9simo andar, h\u00e1 uma diferen\u00e7a.<br \/>\nEntre ir e voltar pela ponte, h\u00e1 uma diferen\u00e7a. Sutil? Sem d\u00favida. Mas n\u00e3o irrelevante, n\u00e3o desprez\u00edvel.<br \/>\nPorque o que est\u00e1 em jogo n\u00e3o \u00e9 apenas a magnitude da varia\u00e7\u00e3o \u2014 mas a nossa capacidade de perceb\u00ea-la, interpret\u00e1-la e respeit\u00e1-la.<br \/>\nTalvez a grande li\u00e7\u00e3o seja esta: a engenharia sempre lidou com for\u00e7as vis\u00edveis mas o futuro exigir\u00e1 que compreenda tamb\u00e9m as for\u00e7as sutis.<br \/>\nE, nesse sentido, aquele amigo que escolheu o vig\u00e9simo andar talvez n\u00e3o estivesse pensando apenas em viver mais. Talvez estivesse, de forma intuitiva, escolhendo viver com maior consci\u00eancia do tempo.<br \/>\nE isso \u2014 ao contr\u00e1rio do que dizem os rel\u00f3gios \u2014 pode fazer toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>*Roberto Massaru Watanabe \u00e9 engenheiro Civil \u2013 Poli\/USP-1972<\/strong><br \/>\n<strong>Coordenador da DT Projetos de Energia<\/strong><\/p>\n<p><em>*Os artigos publicados com assinatura, n\u00e3o traduzem necessariamente a opini\u00e3o do Instituto de Engenharia. Sua publica\u00e7\u00e3o obedece ao prop\u00f3sito de estimular o debate dos problemas brasileiros e de refletir as diversas tend\u00eancias do pensamento contempor\u00e2neo.\u00a0Este artigo, e as imagens que constam nele, \u00e9 de exclusiva responsabilidade do autor.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Havia tr\u00eas amigos que encontravam-se uma vez por m\u00eas, como quem tenta fazer um acordo silencioso com o tempo. 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