{"id":153560,"date":"2026-04-29T16:19:53","date_gmt":"2026-04-29T19:19:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?p=153560"},"modified":"2026-04-29T16:21:22","modified_gmt":"2026-04-29T19:21:22","slug":"por-decio-oddone-reflexoes-sobre-a-crise-no-ira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2026\/04\/29\/por-decio-oddone-reflexoes-sobre-a-crise-no-ira\/","title":{"rendered":"Por D\u00e9cio Oddone &#8211; Reflex\u00f5es sobre a crise no Ir\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>A crise desatada com os ataques ao Ir\u00e3 \u00e9 a maior em d\u00e9cadas no mercado de petr\u00f3leo. Por muito tempo perdurou certa estabilidade no Golfo P\u00e9rsico. Durante esse per\u00edodo, a regi\u00e3o se desenvolveu e atraiu investidores e residentes. Um primeiro sinal de que algo estava mudando veio em setembro de 2019, quando o Ir\u00e3 atacou instala\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas na Ar\u00e1bia Saudita. Em janeiro de 2020, um general iraniano foi morto no Iraque.<\/p>\n<p>Em seguida, os Houthis aumentaram os ataques \u00e0 Ar\u00e1bia Saudita. A situa\u00e7\u00e3o global, com aumento da oferta em outras regi\u00f5es, como EUA e Brasil, abund\u00e2ncia de oferta de g\u00e1s russo, sistemas log\u00edsticos eficientes e expectativas de uma r\u00e1pida transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica que reduziria a demanda por combust\u00edveis f\u00f3sseis, favorecia um contexto que atenuava as consequ\u00eancias de eventos no Oriente M\u00e9dio. Os riscos geopol\u00edticos eram minimizados. Os impactos nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo foram limitados e de curta dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desta vez, est\u00e1 sendo diferente. A crise surgiu em um momento em que o ambiente havia mudado. A guerra da Ucr\u00e2nia, a redu\u00e7\u00e3o do crescimento da produ\u00e7\u00e3o no shale americano, a maior preocupa\u00e7\u00e3o com seguran\u00e7a no suprimento de energia e o reconhecimento de que a demanda por hidrocarbonetos vai seguir elevada e a descarboniza\u00e7\u00e3o vai ser muito mais lenta do que o esperado at\u00e9 algum tempo atr\u00e1s alteraram o quadro global.<\/p>\n<p>O Estreito de Ormuz, que jamais havia sido fechado, virou zona de guerra, mas as repercuss\u00f5es v\u00e3o al\u00e9m do bloqueio do estreito. Houve ataques a refinarias, campos de petr\u00f3leo, instala\u00e7\u00f5es e plantas industriais, resultando em falta de produtos e aumentos de pre\u00e7o. Al\u00e9m de \u00f3leo e derivados, tamb\u00e9m h\u00e1 impacto em produtos petroqu\u00edmicos, fertilizantes, enxofre, h\u00e9lio, alum\u00ednio. As amea\u00e7as de fechamento do Bab el-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho, os m\u00edsseis lan\u00e7ados pelos Houthis e os ataques da Ucr\u00e2nia a refinarias na R\u00fassia colocaram mais press\u00e3o no sistema log\u00edstico mundial, j\u00e1 estressado.<\/p>\n<p>Cerca de 20% do petr\u00f3leo e do g\u00e1s natural liquefeito (GNL) consumidos globalmente passavam por Ormuz. Considerando os volumes de \u00f3leo que s\u00e3o comercializados internacionalmente, o porcentual superava 40%. Antes da guerra eram 20 milh\u00f5es de barris por dia. Os volumes perdidos chegam a mais da metade disso. \u00c9 um grande choque de oferta. O mercado saiu rapidamente da expectativa de excesso para a falta de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Como os navios levam de 20 a 30 dias para entregar as cargas no local de destino, s\u00f3 a partir de abril a escassez f\u00edsica come\u00e7ou a pesar. O mundo n\u00e3o est\u00e1 sofrendo uma falta estrutural de \u00f3leo. Est\u00e1 passando por dificuldades log\u00edsticas que podem demorar para serem sanadas e pelo reconhecimento de riscos operacionais que n\u00e3o estavam sendo precificados corretamente. As curvas futuras de pre\u00e7o j\u00e1 refletem cota\u00e7\u00f5es mais altas. H\u00e1 problemas na oferta de derivados, especialmente diesel e querosene de avia\u00e7\u00e3o (QAV), GNL e outras commodities. A margem de refino do diesel subiu. O QAV dobrou de pre\u00e7o na Europa e na \u00c1sia. Milhares de viagens a\u00e9reas est\u00e3o sendo canceladas. Houve proibi\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>A R\u00fassia e o Ir\u00e3 est\u00e3o se beneficiando do aumento de pre\u00e7os. E, diferentemente do que ocorreu em outros choques, o pre\u00e7o do g\u00e1s natural nos EUA n\u00e3o subiu. Isso diminui a press\u00e3o inflacion\u00e1ria e pol\u00edtica por l\u00e1. No Brasil, h\u00e1 mais dificuldades no abastecimento de diesel, QAV e g\u00e1s de cozinha. Os pre\u00e7os ficaram abaixo dos internacionais. Houve escassez pontual de diesel. O governo cortou tributos e adotou subs\u00eddios.<\/p>\n<p>O que se pode esperar daqui para a frente? A situa\u00e7\u00e3o no Estreito de Ormuz dificilmente voltar\u00e1 \u00e0 anterior. A desconfian\u00e7a e os riscos v\u00e3o perdurar, mesmo ap\u00f3s o fim do conflito. Os reparos na infraestrutura afetada v\u00e3o demorar. A crise vai pressionar os mercados de energia e de commodities, estressando as finan\u00e7as e a economia. Quanto mais durar, maior ser\u00e1 o impacto na infla\u00e7\u00e3o e no crescimento globais.<\/p>\n<p>No curto prazo, governos v\u00e3o seguir adotando ferramentas de emerg\u00eancia, como redu\u00e7\u00e3o de impostos, uso de estoques e fundos de estabiliza\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, que n\u00e3o funcionam por longo tempo. A libera\u00e7\u00e3o recorde de 400 milh\u00f5es de barris dos estoques estrat\u00e9gicos de pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) n\u00e3o vai eliminar a press\u00e3o, pois esse volume \u00e9 pequeno, e a velocidade de chegada ao mercado, de quatro milh\u00f5es de barris por dia, \u00e9 insuficiente para contrabalan\u00e7ar a redu\u00e7\u00e3o no suprimento.<\/p>\n<p>O mundo deve entrar em uma fase de destrui\u00e7\u00e3o de demanda. Especialmente em pa\u00edses da \u00c1sia, como Paquist\u00e3o, Bangladesh, Vietn\u00e3, Sri Lanka, Tail\u00e2ndia. A atividade industrial vai cair, e a infla\u00e7\u00e3o vai subir. Se a situa\u00e7\u00e3o atual durar muito, haver\u00e1 recess\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos m\u00e9dio e longo prazos, a preocupa\u00e7\u00e3o com seguran\u00e7a no fornecimento e com pre\u00e7os acess\u00edveis passar\u00e1 a ser o fator dominante. As energias solar, e\u00f3lica e nuclear, al\u00e9m do armazenamento, v\u00e3o ficar mais atraentes, n\u00e3o por trazerem melhorias ambientais, mas por aumentarem a seguran\u00e7a. Como reduzem a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 volatilidade e ao risco geopol\u00edtico dos hidrocarbonetos e melhoram a seguran\u00e7a e a confiabilidade, v\u00e3o ser incentivadas. O carv\u00e3o tamb\u00e9m vai ganhar f\u00f4lego. J\u00e1 h\u00e1 adiamento de fechamento de plantas.<\/p>\n<p>A descarboniza\u00e7\u00e3o vai virar objetivo secund\u00e1rio. Vir\u00e1 associada a medidas para melhorar a estabilidade no abastecimento. A produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica ser\u00e1 priorizada, especialmente de renov\u00e1veis que n\u00e3o precisam ser comercializadas internacionalmente. Crescer\u00e3o os investimentos em infraestrutura e cadeias de suprimento confi\u00e1veis.<\/p>\n<p>O pr\u00eamio de risco geopol\u00edtico nas commodities vai subir. O sistema vai perder efici\u00eancia, pois capital ser\u00e1 alocado a projetos que garantam resili\u00eancia em detrimento do custo. O desafio maior ser\u00e1 para a Europa, que vive a segunda crise em quatro anos. E para a \u00c1sia, que depende mais do Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia artificial est\u00e1 criando um choque estrutural de demanda, que cria oportunidades de investimentos e coloca mais tempero na crise atual. Como a capacidade de atender o mercado r\u00e1pida e eficientemente est\u00e1 virando uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a energ\u00e9tica, a gera\u00e7\u00e3o a g\u00e1s, especialmente a GNL, vai crescer. Em um mundo em que a demanda por petr\u00f3leo e g\u00e1s permanecer\u00e1 estruturalmente presente, a explora\u00e7\u00e3o e reposi\u00e7\u00e3o de reservas, depois de anos, voltam a ganhar for\u00e7a, especialmente em bacias de fronteira, que diversificam o risco geopol\u00edtico.<\/p>\n<p>Hidrog\u00eanio e am\u00f4nia s\u00e3o comercializ\u00e1veis com facilidade. Se fortalecem como op\u00e7\u00f5es que aumentam a seguran\u00e7a e reduzem problemas log\u00edsticos. O mercado de minerais cr\u00edticos tamb\u00e9m vai ser afetado pela preocupa\u00e7\u00e3o com a garantia no fornecimento. A concentra\u00e7\u00e3o no processamento cria as mesmas amea\u00e7as experimentadas com o petr\u00f3leo. A diversifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m vai ser priorizada.<\/p>\n<p>O novo conceito de domin\u00e2ncia energ\u00e9tica deve reformatar a rela\u00e7\u00e3o dos EUA com os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, como visto no caso da Venezuela. O Brasil se beneficia do aumento dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo e vai experimentar aumento significativo nas exporta\u00e7\u00f5es e na arrecada\u00e7\u00e3o e uma melhora do saldo comercial e uma redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit p\u00fablico. Se os pre\u00e7os n\u00e3o se mantiverem pr\u00f3ximos dos necess\u00e1rios para viabilizar as exporta\u00e7\u00f5es, pode haver falta de produto. Como este \u00e9 um ano eleitoral, a situa\u00e7\u00e3o pode ficar mais tensa, com o governo tentado a adotar mais medidas para conter as cota\u00e7\u00f5es dos combust\u00edveis. Como toda vez que s\u00e3o tomadas iniciativas para controlar pre\u00e7os de mercado, logo as dificuldades e os efeitos indesejados v\u00e3o aparecer.<\/p>\n<p>A guerra vai ter consequ\u00eancias que v\u00e3o perdurar no tempo. Para um pa\u00eds como o Brasil, com uma matriz limpa e acesso a m\u00faltiplas fontes de energia, as oportunidades ser\u00e3o muitas.<\/p>\n<p><strong><em>*D\u00e9cio Fabr\u00edcio Oddone da Costa tem mais de 40 anos de experi\u00eancia no setor de petr\u00f3leo, g\u00e1s e energia. Escreve bimestralmente para a Broadcast.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Originalmente publicado pela Broadcast Energia (Os artigos publicados pela Broadcast expressam as opini\u00f5es e vis\u00f5es de seus autores).<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise desatada com os ataques ao Ir\u00e3 \u00e9 a maior em d\u00e9cadas no mercado de petr\u00f3leo. Por muito tempo perdurou certa estabilidade no Golfo P\u00e9rsico. Durante esse per\u00edodo, a regi\u00e3o se desenvolveu e atraiu investidores e residentes. 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