{"id":14992,"date":"2008-06-25T21:54:44","date_gmt":"2008-06-25T21:54:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/?p=14992"},"modified":"2008-06-25T18:10:13","modified_gmt":"2008-06-25T18:10:13","slug":"sob-o-dominio-da-pressa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2008\/06\/25\/sob-o-dominio-da-pressa\/","title":{"rendered":"Sob o dom\u00ednio da pressa"},"content":{"rendered":"<p>Com meio quil\u00f4metro de altura, o Shanghai World Financial Center \u00e9 o maior pr\u00e9dio da China. Ap\u00f3s quatro anos de obras, o edif\u00edcio ser\u00e1 inaugurado nas pr\u00f3ximas semanas \u2014 mas seu reinado vai durar pouco. Enquanto os oper\u00e1rios d\u00e3o as marretadas finais no 101o andar da constru\u00e7\u00e3o, logo ao lado est\u00e3o sendo feitas as funda\u00e7\u00f5es de um novo pr\u00e9dio, projetado para ser 90 metros mais alto. O compositor Tom Jobim disse certa vez que a melhor forma de conhecer Nova York era passeando por suas ruas de maca.\u00a0<\/p>\n<p>Vale o mesmo para a regi\u00e3o de Pudong, em Xangai, onde os dois arranha-c\u00e9us est\u00e3o sendo constru\u00eddos. Pudong \u00e9 a face mais inacredit\u00e1vel do milagre chin\u00eas. At\u00e9 15 anos atr\u00e1s, tudo o que havia ali eram campos de arroz e casinhas de madeira. Em 1993, o governo chin\u00eas decidiu transformar o que era uma das regi\u00f5es mais atrasadas do pa\u00eds em seu maior centro financeiro. Assim foi feito. Nesses 15 anos, o governo construiu em Pudong pontes, t\u00faneis, dezenas de arranha-c\u00e9us e um aeroporto ligado ao resto da cidade por um trem-bala que chega a 420 quil\u00f4metros por hora.\u00a0<\/p>\n<p>A ascens\u00e3o da China nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas gera diversos motivos para estupefa\u00e7\u00e3o. Mas nada impressiona mais que a capacidade de construir qualquer coisa, de pontes e pr\u00e9dios a cidades inteiras, em t\u00e3o pouco tempo.\u00a0<\/p>\n<p>Como eles conseguem? A resposta est\u00e1 num conjunto de simp\u00e1ticas casas de paredes brancas e tetos azuis na base do Shanghai World Financial Center. Essas casas s\u00e3o um dos tra\u00e7os mais caracter\u00edstico da paisagem urbana chinesa.\u00a0<\/p>\n<p>Est\u00e3o em cada um dos milhares de canteiros de obras das grandes cidades. \u00c9 nelas que moram os oper\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o civil. Em outros pa\u00edses, constru\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas em turnos di\u00e1rios de 8 horas e geralmente interrompidas nos fins de semana.\u00a0<\/p>\n<p>Na China, as obras n\u00e3o param. O ritmo de trabalho \u00e9 incessante: 24 horas por dia, sete dias por semana. Os oper\u00e1rios fazem as tr\u00eas refei\u00e7\u00f5es no canteiro de obras. N\u00e3o se perde tempo com viagens de \u00f4nibus, idas ao supermercado, brigas com a fam\u00edlia ou passeios com a namorada. Quem n\u00e3o trabalha dorme. Quem n\u00e3o dorme trabalha. E \u00e9 a isso que se resume a vida de aproximadamente 200 milh\u00f5es de chineses.\u00a0<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o n\u00famero total de oper\u00e1rios migrantes, um grupo que vem das prov\u00edncias rurais para trabalhar como loucos em f\u00e1bricas e obras das cidades mais ricas do pa\u00eds. \u201cOs chineses colocam simplesmente o n\u00famero de pessoas que precisam para acabar as obras r\u00e1pido\u201d, diz Pol-Henry Cox, presidente da consultoria imobili\u00e1ria Jones Lang LaSalle em Xangai.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEles usam at\u00e9 dez vezes mais gente numa obra do que europeus e americanos.\u201d Os oper\u00e1rios migrantes formam uma subclasse. Seus sal\u00e1rios n\u00e3o chegam a 1 000 yuans na maioria das cidades do pa\u00eds. Cerca de 250 reais, portanto. Em m\u00e9dia, seis deles dormem por turno em cada quarto.\u00a0<\/p>\n<p>Numa constru\u00e7\u00e3o visitada por EXAME, quatro trabalhadores se espremiam num cont\u00eainer que, ao fim de sua vida \u00fatil carregando as exporta\u00e7\u00f5es chinesas, passou a servir de casa. A China n\u00e3o d\u00e1 a esses migrantes o direito de morar nas grandes cidades. Quando o pr\u00e9dio ou a ponte que est\u00e3o construindo acabam, eles t\u00eam de procurar outra obra \u2014 ou s\u00e3o for\u00e7ados a voltar para a pobreza da China rural (veja reportagem na p\u00e1g. 110). Estima-se que mais de 40 milh\u00f5es deles trabalhem apenas na constru\u00e7\u00e3o civil.\u00a0<\/p>\n<p>E, como o n\u00famero de candidatos a cada vaga \u00e9 cinco vezes maior, a for\u00e7a est\u00e1 toda do lado das construtoras. Se Wall Street inventou o sistema de remunera\u00e7\u00e3o por b\u00f4nus para estimular o desempenho de seus banqueiros, as construtoras chinesas desenvolveram um plano de incentivo um pouco mais cruel. \u00c9 comum que os oper\u00e1rios s\u00f3 recebam ao final da obra (o que \u00e9 contra a lei), uma forma de remunera\u00e7\u00e3o que estimula a execu\u00e7\u00e3o do trabalho o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.\u00a0<\/p>\n<p>Ao fim da constru\u00e7\u00e3o, hora em que os oper\u00e1rios est\u00e3o exaustos e prestes a perder seu teto, podem receber a seguinte oferta: ou aceitam um pagamento menor que o combinado e trabalham na pr\u00f3xima obra ou est\u00e3o demitidos \u2014 sem sal\u00e1rio, emprego ou casa. Uma pesquisa da universidade Tsinghua mostrou que somente 31% dos oper\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o civil recebem seu sal\u00e1rio inteiro. \u201cVim para Xangai porque n\u00e3o fui pago numa obra no sul do pa\u00eds\u201d, diz Yudong An, um migrante de 20 anos que trabalha numa constru\u00e7\u00e3o \u00e0s margens do rio Huangpu.\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1 hist\u00f3rias escabrosas de trabalhadores que decidiram peitar os empreiteiros e acabaram mortos. No in\u00edcio do ano, um oper\u00e1rio que reclamou da falta de pagamento teve a m\u00e3o esquerda decepada por capangas armados com espadas (tr\u00eas gerentes da construtora foram demitidos em seguida). <br \/>\nViver sob o dom\u00ednio da pressa faz a vida dos migrantes particularmente perigosa. A constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9, em qualquer lugar, uma atividade de risco.\u00a0<\/p>\n<p>Na China, por\u00e9m, faltam cuidados b\u00e1sicos com a seguran\u00e7a. Em 2005, o Minist\u00e9rio da Constru\u00e7\u00e3o admitiu a morte de 1 195 oper\u00e1rios no ano. Os organismos internacionais nutrem ceticismo quanto \u00e0 exatid\u00e3o desses n\u00fameros.\u00a0<\/p>\n<p>Recentemente, o governo anunciou a morte de seis oper\u00e1rios nas obras ol\u00edmpicas de Pequim. Mas isso s\u00f3 aconteceu ap\u00f3s uma den\u00fancia do jornal brit\u00e2nico Sunday Times. A qualidade das constru\u00e7\u00f5es \u00e9 outra v\u00edtima. O escrit\u00f3rio de arquitetura americano Jerde, um dos mais conceituados do mundo, estima que um grande projeto em pa\u00edses desenvolvidos leve 40 000 horas de trabalho. Na China, o desespero dos clientes para terminar logo faz com que projetos do mesmo tamanho sejam feitos em 8 000 horas.\u00a0<\/p>\n<p>Os clientes apressados s\u00e3o principalmente os chefes de prov\u00edncia, que v\u00eaem na constru\u00e7\u00e3o de arranha-c\u00e9us uma forma de chamar a aten\u00e7\u00e3o e subir na hierarquia do partido.\u00a0<\/p>\n<p>O mais recente s\u00edmbolo dessa busca desenfreada por marcos arquitet\u00f4nicos \u00e9 o pr\u00e9dio da televis\u00e3o estatal chinesa, em Pequim: uma bizarra estrutura, com um buraco no meio, que ser\u00e1 conclu\u00edda em 2008. <br \/>\nAl\u00e9m da multid\u00e3o de gente disposta a assumir enormes riscos e trabalhar sem parar, h\u00e1 outros fatores que ajudam a turbinar o ritmo de constru\u00e7\u00f5es na China. Um deles \u00e9 a rapidez das desapropria\u00e7\u00f5es, especialmente no campo.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo um estudo recente, mais de 60% das constru\u00e7\u00f5es na China envolveram a tomada irregular da propriedade alheia. De acordo com a Universidade de Michigan, apenas um de cada cinco desapropriados \u00e9 consultado sobre a quantia a ser paga. Quem n\u00e3o aceita o montante oferecido pelos empreiteiros corre o risco de n\u00e3o receber nada. De acordo com a Academia Chinesa de Ci\u00eancias Sociais, 40 milh\u00f5es de camponeses foram expulsos de suas casas para abrir espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o de estradas, e esse n\u00famero cresce \u00e0 raz\u00e3o de 2 milh\u00f5es por ano.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cNas regi\u00f5es rurais, n\u00e3o h\u00e1 nem sequer advogados particulares. Todos trabalham para o Estado\u201d, diz Wang Ling, principal s\u00f3cia do King &#038; Wood, um dos maiores escrit\u00f3rios de advocacia da China. A \u00fanica esperan\u00e7a de quem quer receber uma indeniza\u00e7\u00e3o maior \u00e9 causar um esc\u00e2ndalo nacional.\u00a0<\/p>\n<p>Um caso recente ganhou enorme publicidade. Por tr\u00eas anos, um casal resistiu \u00e0 sanha da construtora que pretendia transformar seu bairro, na cidade de Chongqing, num shopping center. Todos os seus vizinhos acederam, mas o casal ag\u00fcentou. O marido, professor de kung fu, enfrentava no bra\u00e7o as gangues enviadas para convenc\u00ea-lo. Os construtores, ent\u00e3o, cortaram o fornecimento de \u00e1gua e luz da casa e, para tornar a press\u00e3o insuport\u00e1vel, cavaram um enorme buraco \u00e0 sua volta.\u00a0<\/p>\n<p>A\u00a0casa foi demolida no ano passado, mas o casal, que virou celebridade nacional, conseguiu receber uma indeniza\u00e7\u00e3o de quase meio milh\u00e3o de d\u00f3lares. <br \/>\nA rapidez das obras \u00e9 imensamente facilitada por ser a China uma ditadura de partido \u00fanico. N\u00e3o h\u00e1 na hist\u00f3ria um caso sequer de algu\u00e9m que tenha se sentido prejudicado por uma obra e, com isso, ganhado alguma indeniza\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00a0O Judici\u00e1rio, afinal, \u00e9 diretamente subordinado ao Comit\u00ea Central do Partido Comunista. Quando a obra em quest\u00e3o \u00e9 tida como prioridade pelo governo, o rolo compressor atua de forma ainda mais poderosa. N\u00e3o h\u00e1 Ibama ou Minist\u00e9rio P\u00fablico que segure. A constru\u00e7\u00e3o do terceiro terminal do aeroporto de Pequim \u00e9 o \u00faltimo exemplo disso. Entre a decis\u00e3o de constru\u00ed-lo e sua inaugura\u00e7\u00e3o, em fevereiro, passaram-se quatro anos. Mais de 50 000 oper\u00e1rios participaram das obras.\u00a0<\/p>\n<p>Os membros do PCC se orgulham em dizer que o governo brit\u00e2nico levou o mesmo tempo apenas para vencer a resist\u00eancia das fam\u00edlias afetadas pelo projeto de construir um quinto terminal no aeroporto de Heathrow, em Londres. Na China, n\u00e3o houve discuss\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>O governo decidiu e estava decidido. Foi assim tamb\u00e9m na usina hidrel\u00e9trica de Tr\u00eas Gargantas, a maior do mundo. Mais de 1 milh\u00e3o de pessoas foram deslocadas pela constru\u00e7\u00e3o, e muitas fam\u00edlias ainda reclamam da falta de pagamento. Na \u00cdndia, um projeto igualmente ambicioso e pol\u00eamico est\u00e1 parado na Justi\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o professor de Harvard Tarun Khanna em seu rec\u00e9m-lan\u00e7ado livro Billions of Entrepreneurs, a diferen\u00e7a entre os dois pa\u00edses se d\u00e1 pela forma com que a China e a \u00cdndia encaram os direitos individuais. Na \u00cdndia, h\u00e1 uma obsess\u00e3o por prote\u00e7\u00e3o aos indiv\u00edduos. Na China, o Estado n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed (como disse recentemente um membro do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es, \u201ca democracia sacrifica a efici\u00eancia\u201d). Isso, escreve Khanna, explica por que a China consegue construir cidades do dia para a noite \u2014 e a \u00cdndia, n\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>O boom de constru\u00e7\u00e3o na China est\u00e1 umbilicalmente ligado ao crescimento do pa\u00eds. A prioridade m\u00e1xima do governo chin\u00eas nos \u00faltimos 30 anos foi fazer a economia crescer da forma mais r\u00e1pida poss\u00edvel. Para fazer a economia crescer, por\u00e9m, era preciso atacar o cr\u00f4nico problema de infra-estrutura do pa\u00eds. Em 1989, havia apenas 147 quil\u00f4metros de auto-estradas na China. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o havia carros. No ano passado, o n\u00famero chegou a 45 600 quil\u00f4metros.\u00a0<\/p>\n<p>E a China se tornou o segundo maior mercado do mundo para a ind\u00fastria automotiva. At\u00e9 1993, viajar de avi\u00e3o era t\u00e3o raro que o passageiro precisava de uma carta de autoriza\u00e7\u00e3o do empregador para comprar um bilhete. Desde ent\u00e3o, foram constru\u00eddos mais de 100 aeroportos no pa\u00eds. O n\u00famero de passageiros passou de 7 milh\u00f5es por ano em 1985 para 185 milh\u00f5es em 2007. Somente entre 2001 e 2005 mais dinheiro foi investido em estradas, aeroportos, pontes e outras constru\u00e7\u00f5es do que nos 50 anos anteriores \u2014 e essa infra-estrutura permitiu \u00e0 China crescer na velocidade em que cresceu. <\/p>\n<p><b>Autor: Exame<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com meio quil\u00f4metro de altura, o Shanghai World Financial Center \u00e9 o maior pr\u00e9dio da China. 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