{"id":103680,"date":"2023-03-28T16:57:29","date_gmt":"2023-03-28T19:57:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?p=103680"},"modified":"2023-03-28T16:57:29","modified_gmt":"2023-03-28T19:57:29","slug":"alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/","title":{"rendered":"Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil iniciou seu caminho na \u00e1rea da tecnologia nuclear em 1946, quando o ent\u00e3o Capit\u00e3o-de-Mar-e-Guerra e professor catedr\u00e1tico da Escola Naval, \u00c1lvaro Alberto da Motta e Silva, foi designado para chefiar a delega\u00e7\u00e3o brasileira na rec\u00e9m-criada Comiss\u00e3o de Energia At\u00f4mica das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNAEC), onde tiveram in\u00edcio as discuss\u00f5es mundiais tendo como tema a geopol\u00edtica nuclear. \u00c1lvaro Alberto presidiu o \u00f3rg\u00e3o no bi\u00eanio 1946-1947 tendo percebido a import\u00e2ncia do dom\u00ednio da tecnologia nuclear para o Brasil, visto at\u00e9 ent\u00e3o como um simples fornecedor em potencial de min\u00e9rio radioativo para os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em 1948, ao regressar ao Brasil, j\u00e1 Almirante, assumiu a coordena\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o encarregada pelo Presidente Dutra de elaborar o anteprojeto para o Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq). No per\u00edodo de 1949 a 1951 foi presidente da Academia Brasileira de Ci\u00eancias, e na cria\u00e7\u00e3o do CNPq por Get\u00falio Vargas em 1951, foi nomeado seu presidente, dando sempre grande import\u00e2ncia ao tema da energia nuclear. Em 1956 foi institu\u00edda a Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Durante esse per\u00edodo, foi criado o Instituto de Pesquisas Radioativas \u2013 IPR na UFMG em Belo Horizonte (1952), atual Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear &#8211; CDTN; o Instituto de Energia At\u00f4mica \u2013 IEA na USP em S\u00e3o Paulo (1957), atual Instituto de Pesquisas Energ\u00e9ticas e Nucleares &#8211; IPEN; e, mais adiante, o Instituto de Engenharia Nuclear \u2013 IEN, no Rio de Janeiro, no campus da UFRJ (1962). Tudo isso concomitante com o movimento mundial do lan\u00e7amento do Programa \u00c1tomos para a Paz (1953 &#8211; EUA) e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica (1957-ONU). Um pouco mais tarde (1971) foi criado o Instituto de Radioprote\u00e7\u00e3o e Dosimetria &#8211; IRD, tamb\u00e9m no Rio de Janeiro, e o Centro Regional de Ci\u00eancias Nucleares &#8211; CRCN-NE, em Recife (1996).<\/p>\n<p>Em 1957, o IEA inaugurou o seu primeiro reator nuclear de pesquisa, primeiro do Brasil e primeiro do hemisf\u00e9rio sul, o IEA-R1, sob a coordena\u00e7\u00e3o do Prof. Marcelo Damy de Souza Santos. Um reator de pesquisa tipo piscina de 2 MW, bastante avan\u00e7ado para a \u00e9poca. Em 1960, teve in\u00edcio a opera\u00e7\u00e3o do reator nuclear de pesquisa IPR-1, tipo TRIGA de 100 KW, no IPR em Belo Horizonte, e, em 1965, a do reator ARGONAUTA, de 500 W, no IEN, no Rio de Janeiro, a partir de um projeto desenvolvido e cedido pelo Laborat\u00f3rio de Argonne (USA) e montado por engenheiros brasileiros e utilizando equipamentos e componentes nacionais.<\/p>\n<p>Esses reatores deram in\u00edcio aos centros de pesquisa de tecnologia nuclear do pa\u00eds, dedicados ao desenvolvimento das compet\u00eancias nacionais nas diversas aplica\u00e7\u00f5es multidisciplinares, al\u00e9m do desenvolvimento dos recursos humanos especializados necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os reatores de pesquisa dos institutos da CNEN encontram-se em opera\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje, tendo passado por diversos processos de moderniza\u00e7\u00e3o, contribuindo para o desenvolvimento das atividades de P,D&amp;I conduzidas por esses institutos da CNEN em temas de extrema relev\u00e2ncia para o Pa\u00eds, com resultados reconhecidos mundialmente e publicados em renomadas revistas internacionais.<\/p>\n<p>As aplica\u00e7\u00f5es nucleares cobrem diversos segmentos, como o de energia, o de ind\u00fastria, o de sa\u00fade, o ambiental, o de agricultura, o de preserva\u00e7\u00e3o de bens culturais, entre outros.<\/p>\n<p>Dentre essas aplica\u00e7\u00f5es destaca-se o uso de radiois\u00f3topos para produ\u00e7\u00e3o de radiof\u00e1rmacos, utilizados na medicina nuclear para exames de diagn\u00f3stico em oncologia, cardiologia, neurologia etc., e para diversos tratamentos de c\u00e2ncer. O IPEN foi o pioneiro na produ\u00e7\u00e3o de I-131 na Am\u00e9rica Latina (1960) e em sua aplica\u00e7\u00e3o no diagn\u00f3stico e tratamento de c\u00e2ncer de tireoide. Ao longo desses 62 anos de atua\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea, o IPEN construiu um importante Centro de Radiofarm\u00e1cia, onde n\u00e3o apenas produz radiof\u00e1rmacos, mas tamb\u00e9m desenvolve pesquisa e cria inova\u00e7\u00e3o para o setor. \u00c9 o principal fornecedor de radiof\u00e1rmacos do pa\u00eds. Hoje s\u00e3o realizados da ordem de 2 milh\u00f5es de procedimentos por ano com os diversos radiof\u00e1rmacos fornecidos pelo IPEN, atendendo a mais de 450 cl\u00ednicas de medicina nuclear, instaladas em todo o territ\u00f3rio nacional; Cabe ressaltar, tamb\u00e9m, que a CNEN, foi vision\u00e1ria ao trazer para o Brasil a tecnologia dos aceleradores c\u00edclotrons utilizados para a produ\u00e7\u00e3o de radiof\u00e1rmacos de meia vida curta, essenciais para os exames de radiodiagn\u00f3sticos por interm\u00e9dio dos tom\u00f3grafos PET\/CT. A partir de 1974, foram constru\u00eddos no IEN, no IPEN e posteriormente no CDTN e no CRCN os primeiros c\u00edclotrons de energia vari\u00e1vel do Pa\u00eds, voltados para pesquisas e produ\u00e7\u00e3o de radiois\u00f3topos de meia-vida curta, de larga aplica\u00e7\u00e3o na \u00e1rea m\u00e9dica. A CNEN tamb\u00e9m foi a grande divulgadora e incentivadora dessas aplica\u00e7\u00f5es, com apoio da Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica, trazendo os principais especialistas mundiais na \u00e1rea para dar cursos no Sudeste e no Nordeste. Gra\u00e7as a isso foi difundida a t\u00e9cnica do PET\/CT, fundamental no diagn\u00f3stico e acompanhamento do tratamento do c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das aplica\u00e7\u00f5es sociais da energia nuclear \u00e9 importante ressaltar tamb\u00e9m sua utiliza\u00e7\u00e3o para a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica por meio de reatores nucleares de pot\u00eancia. Apesar das fontes renov\u00e1veis aumentarem cada vez mais sua contribui\u00e7\u00e3o para a gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica em \u00e2mbito mundial, a energia nuclear ainda tem papel predominante como energia de base e que n\u00e3o contribui para o efeito estufa, atendendo a cerca de 10% da matriz el\u00e9trica mundial.<\/p>\n<p>Os reatores de pot\u00eancia demandam a disponibilidade de uma cadeia produtiva para sua opera\u00e7\u00e3o. S\u00e3o volumes significativos de combust\u00edvel nuclear (ur\u00e2nio), grande quantidade e diversidade de equipamentos de grandes dimens\u00f5es e, engenharia multidisciplinar de grande porte (civil mec\u00e2nica, el\u00e9trica, instrumenta\u00e7\u00e3o etc.).<\/p>\n<p>Essa ind\u00fastria nuclear prosperou em pa\u00edses onde se investiu massivamente na constru\u00e7\u00e3o de centrais nucleares e da correspondente infraestrutura necess\u00e1ria para sua utiliza\u00e7\u00e3o, sendo atualmente os principais, os EUA (com 92 reatores de pot\u00eancia), a Fran\u00e7a (56), a China (54), a R\u00fassia (37), a Coreia do Sul (24), o Canad\u00e1 (19) e o Reino Unido (11).<\/p>\n<p>No Brasil, no final da d\u00e9cada de 60, por n\u00e3o haver uma ind\u00fastria formada, optou-se pela compra por \u201cturnkey\u201d de uma central nuclear (Angra I), por meio de uma empresa estabelecida mundialmente \u00e0 \u00e9poca (Westinghouse). J\u00e1 na d\u00e9cada de 70, pensando-se num maior n\u00famero de centrais nucleares no Brasil, o governo da \u00e9poca optou por um acordo nuclear (Brasil-Alemanha) para uma transfer\u00eancia progressiva da tecnologia e parque industrial nuclear para um programa inicial de oito centrais nucleares. Esse investimento teve in\u00edcio com a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos (Pronuclear) e com a NUCLEBR\u00c1S, que mais tarde deu origem \u00e0 atual Ind\u00fastrias Nucleares do Brasil S.A. (INB), \u00e0 Nuclebr\u00e1s Equipamentos Pesados S. A. \u00a0(NUCLEP), e \u00e0 ELETRONUCLEAR. Das oito usinas planejadas, uma est\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o (Angra II), e outra em constru\u00e7\u00e3o (Angra III).<\/p>\n<p>O Brasil, no final da d\u00e9cada de 70, demonstrou o desejo de desenvolver e ter capacidade aut\u00f4noma da tecnologia nuclear, contemplando a propuls\u00e3o nuclear para submarinos. Essa propuls\u00e3o \u00e9 realizada por um reator nuclear de pot\u00eancia como se fosse uma pequena central nuclear embarcada. Foi criado ent\u00e3o o PATN, Programa Aut\u00f4nomo de Tecnologia Nuclear. A coordena\u00e7\u00e3o principal ficou a cargo da CNEN. A Marinha do Brasil, principal interessada, coordenou as a\u00e7\u00f5es para obten\u00e7\u00e3o da propuls\u00e3o nuclear naval. Foram os institutos de tecnologia nuclear da CNEN, principalmente o IPEN, que formaram a base t\u00e9cnica para esse desenvolvimento aut\u00f4nomo. Essa autonomia n\u00e3o \u00e9 empresarial, mas sim de car\u00e1ter tecnol\u00f3gico, estrat\u00e9gico e a n\u00edvel piloto. O sucesso desse programa foi alcan\u00e7ado com o desenvolvimento nacional de todas as etapas da tecnologia do ciclo do combust\u00edvel nuclear, entre elas o \u00a0\u00a0enriquecimento de ur\u00e2nio por ultracentrifuga\u00e7\u00e3o, o processo de fabrica\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis nucleares, bem como o projeto e constru\u00e7\u00e3o de prot\u00f3tipos experimentais de sistemas do reator de propuls\u00e3o naval (atual LABGENE). Tamb\u00e9m foi constru\u00eddo o primeiro reator de pesquisa totalmente brasileiro, o reator IPEN\/MB-01, instalado no IPEN em 1988, para testes de f\u00edsica do n\u00facleo de reatores.<\/p>\n<p>Hoje, as centr\u00edfugas desenvolvidas no projeto da Marinha do Brasil pelo Centro Tecnol\u00f3gico da Marinha em S\u00e3o Paulo &#8211; CTMSP s\u00e3o utilizadas pela INB (Ind\u00fastrias Nucleares do Brasil) para produzir os combust\u00edveis das centrais nucleares de Angra dos Reis. O enriquecimento de ur\u00e2nio at\u00e9 o teor de 20% em U-235 \u00e9 realizado no Laborat\u00f3rio de Enriquecimento Isot\u00f3pico (LEI) de ARAMAR, sendo uma das poucas instala\u00e7\u00f5es mundiais com essa caracter\u00edstica, produzindo UF<sub>6<\/sub> enriquecido para reatores de pot\u00eancia de pequeno porte (navais), para reatores de pesquisa, e para a futura gera\u00e7\u00e3o de reatores pesquisados mundialmente (SMR \u2013 Small Modular Reactors). Isso \u00e9 de extrema relev\u00e2ncia em qualquer programa nuclear em \u00e2mbito mundial, e o Brasil tem essa tecnologia desenvolvida e instalada no Pa\u00eds, autonomamente.<\/p>\n<p>Em 2007, o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia (atual MCTI), lan\u00e7ou o PACTI \u2013 2007-2010 \u2013 Plano de A\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (PACTI) para o Desenvolvimento Nacional. Este Plano contemplava o Programa Nuclear Brasileiro (PNB), sendo a principal fonte de financiamento do PACTI os recursos oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (FNDCT). Os seguintes pontos do setor nuclear estavam real\u00e7ados no PACTI: consolida\u00e7\u00e3o do arcabou\u00e7o legal da \u00e1rea nuclear; amplia\u00e7\u00e3o do ciclo do combust\u00edvel nuclear na INB; consolida\u00e7\u00e3o da planta piloto de produ\u00e7\u00e3o de UF<sub>6<\/sub> (convers\u00e3o) no CTMSP em ARAMAR; capacita\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00e3o da NUCLEP para fabrica\u00e7\u00e3o de componentes das novas usinas nucleares; implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica brasileira de gerenciamento de rejeitos radioativos; projeto e instala\u00e7\u00e3o de um reator nuclear de pesquisa multiprop\u00f3sito, e realiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de P&amp;D&amp;I voltadas para a capacita\u00e7\u00e3o nacional<\/p>\n<p>Em 2008, a CNEN iniciou o projeto do empreendimento <strong>Reator Multiprop\u00f3sito Brasileiro (RMB)<\/strong>, estabelecido como meta do PACTI\/MCT 2007-2010, e alinhado \u00e0s pol\u00edticas estrat\u00e9gicas referentes ao Programa Nuclear Brasileiro (PNB). O Empreendimento RMB foi concebido para disponibilizar ao pa\u00eds um reator nuclear de pesquisa multiprop\u00f3sito e toda uma infraestrutura de laborat\u00f3rios e instala\u00e7\u00f5es para atender \u00e0s necessidades relativas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o crescente de radiois\u00f3topos para aplica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, al\u00e9m de propiciar o suporte ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico nuclear aut\u00f4nomo nas \u00e1reas de energia el\u00e9trica e de propuls\u00e3o naval. O RMB ser\u00e1 um importante ator no desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico nacional contribuindo fortemente para a inova\u00e7\u00e3o e para a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos especializados para o setor. Os laborat\u00f3rios do RMB ter\u00e3o car\u00e1ter de laborat\u00f3rios nacionais, dispon\u00edveis para a comunidade cient\u00edfica do Pa\u00eds, e particularmente, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa b\u00e1sica e cient\u00edfica em materiais, dever\u00e1 ser um laborat\u00f3rio complementar ao Laborat\u00f3rio Nacional de Luz Sincrotron de Campinas, uma vez que permitir\u00e1, com t\u00e9cnicas e equipamentos utilizando feixes de n\u00eautrons, complementar estudos realizados com a luz sincrotron.<\/p>\n<p>O RMB est\u00e1 sendo instalado em uma \u00e1rea de mais de 2 milh\u00f5es de metros quadrados no munic\u00edpio de Iper\u00f3 (SP), \u00e1rea essa disponibilizada pela Marinha acrescida de 0,84 milh\u00f5es de m<sup>2<\/sup> desapropriados pelo Governo do Estado de S\u00e3o Paulo), o que possibilitar\u00e1 tamb\u00e9m que o RMB se torne um grande centro de pesquisa tecnol\u00f3gica, a exemplo do ocorrido com os outros reatores e centros de pesquisas nucleares nacionais. Sua instala\u00e7\u00e3o em terreno vizinho ao Centro Experimental ARAMAR da Marinha do Brasil, transformar\u00e1 a regi\u00e3o no maior polo de desenvolvimento de tecnologia nuclear do pa\u00eds. Pelas suas caracter\u00edsticas, o RMB \u00e9 um projeto estruturante e de arraste tecnol\u00f3gico para o setor nuclear e de import\u00e2ncia fundamental para viabilizar pol\u00edticas p\u00fablicas para o setor. ( Website do RMB &#8211; clique na figura do RMB do site da CNEN <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cnen\/pt-br\">https:\/\/www.gov.br\/cnen\/pt-br<\/a>)<\/p>\n<p>No que se refere aos demais projetos e atividades executados no \u00e2mbito dos institutos de pesquisa da CNEN, podemos destacar o projeto do Centro de Tecnologia Nuclear e Ambiental (CENTENA), que abrigar\u00e1 o reposit\u00f3rio nacional para rejeitos radioativos de baixo e m\u00e9dio n\u00edveis de atividade e que vem sendo desenvolvido pelos pesquisadores do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, o CDTN, localizado em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no que se refere \u00e0s aplica\u00e7\u00f5es ambientais s\u00e3o muitas as realiza\u00e7\u00f5es da CNEN junto ao setor industrial, podendo destacar-se a utiliza\u00e7\u00e3o de radiotra\u00e7adores para o monitoramento do deslocamento e deposi\u00e7\u00e3o de efluentes, assim como para estudos da din\u00e2mica de len\u00e7\u00f3is de \u00e1guas subterr\u00e2neas, visando sua utiliza\u00e7\u00e3o de forma sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Outra atividade muito importante desenvolvida atualmente na \u00e1rea ambiental diz respeito ao monitoramento das \u00e1guas costeiras da regi\u00e3o da Am\u00e9rica Latina, visando o rastreamento da presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos, que vem se agravando tanto na costa do Atl\u00e2ntico quanto na do Pac\u00edfico. Nesta aplica\u00e7\u00e3o s\u00e3o colhidas amostras ambientais na zona costeira de diversos pa\u00edses e feita a avalia\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o por interm\u00e9dio de t\u00e9cnicas isot\u00f3picas, o que possibilita dimensionar a quantidade, a composi\u00e7\u00e3o, a fonte geradora e a deposi\u00e7\u00e3o dessas subst\u00e2ncias para, a partir dessas informa\u00e7\u00f5es, subsidiar as decis\u00f5es governamentais quanto \u00e0s a\u00e7\u00f5es mitigadoras necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea da agricultura, as mesmas t\u00e9cnicas envolvendo radiotra\u00e7adores s\u00e3o aplicadas para avaliar a din\u00e2mica de distribui\u00e7\u00e3o e absor\u00e7\u00e3o de nutrientes em diversos tipos de cultivo, al\u00e9m da utiliza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de indu\u00e7\u00e3o mutag\u00eanica para acelerar o processo de desenvolvimento de esp\u00e9cies resistentes \u00e0s novas situa\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e o combate a pragas end\u00eamicas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na \u00e1rea industrial s\u00e3o in\u00fameras as aplica\u00e7\u00f5es da energia nuclear, destacando-se os processos de tratamento de materiais por irradia\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso da retifica\u00e7\u00e3o da borracha sint\u00e9tica utilizada na fabrica\u00e7\u00e3o de pneus, al\u00e9m da esteriliza\u00e7\u00e3o de produtos cir\u00fargicos e de condimentos utilizados na ind\u00fastria aliment\u00edcia.<\/p>\n<p>Todas essas aplica\u00e7\u00f5es s\u00e3o fruto das atividades de P,D&amp;I conduzidas pela CNEN, por interm\u00e9dio de seus institutos de pesquisa, com resultados diretamente entregues ao setor produtivo.<\/p>\n<p>Enfim, s\u00e3o muitas as aplica\u00e7\u00f5es sociais da energia nuclear e o Brasil possui experi\u00eancia, instala\u00e7\u00f5es, profissionais e institui\u00e7\u00f5es habilitadas a atuar em todas elas, com os institutos vinculados \u00e0 CNEN detendo \u00a0o conhecimento tecnol\u00f3gico necess\u00e1rio para que o Pa\u00eds possa n\u00e3o s\u00f3 acompanhar, mas tamb\u00e9m participar do processo de desenvolvimento e amplia\u00e7\u00e3o desse conhecimento, garantindo as condi\u00e7\u00f5es para que a popula\u00e7\u00e3o brasileira tenha acesso aos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e aos benef\u00edcios que s\u00e3o proporcionados com o uso da tecnologia nuclear.<\/p>\n<p><em>Fonte: IPEN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil iniciou seu caminho na \u00e1rea da tecnologia nuclear em 1946, quando o ent\u00e3o Capit\u00e3o-de-Mar-e-Guerra e professor catedr\u00e1tico da Escola Naval, \u00c1lvaro Alberto da Motta e Silva, foi designado para chefiar a delega\u00e7\u00e3o brasileira na rec\u00e9m-criada Comiss\u00e3o de Energia At\u00f4mica das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNAEC), onde tiveram in\u00edcio as discuss\u00f5es mundiais tendo como tema a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":103681,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24,6],"tags":[],"class_list":{"0":"post-103680","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-energia","8":"category-noticias"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro - Instituto de Engenharia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O Brasil iniciou seu caminho na \u00e1rea da tecnologia nuclear em 1946, quando o ent\u00e3o Capit\u00e3o-de-Mar-e-Guerra e professor catedr\u00e1tico da Escola Naval, \u00c1lvaro Alberto da Motta e Silva, foi designado para chefiar a delega\u00e7\u00e3o brasileira na rec\u00e9m-criada Comiss\u00e3o de Energia At\u00f4mica das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNAEC), onde tiveram in\u00edcio as discuss\u00f5es mundiais tendo como tema a geopol\u00edtica nuclear. \u00c1lvaro Alberto presidiu o \u00f3rg\u00e3o no bi\u00eanio 1946-1947 tendo percebido a import\u00e2ncia do dom\u00ednio da tecnologia nuclear para o Brasil, visto at\u00e9 ent\u00e3o como um simples fornecedor em potencial de min\u00e9rio radioativo para os Estados Unidos.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Instituto de Engenharia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-03-28T19:57:29+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Design-sem-nome-82.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1920\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Bianca\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:title\" content=\"Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro\" \/>\n<meta name=\"twitter:description\" content=\"O Brasil iniciou seu caminho na \u00e1rea da tecnologia nuclear em 1946, quando o ent\u00e3o Capit\u00e3o-de-Mar-e-Guerra e professor catedr\u00e1tico da Escola Naval, \u00c1lvaro Alberto da Motta e Silva, foi designado para chefiar a delega\u00e7\u00e3o brasileira na rec\u00e9m-criada Comiss\u00e3o de Energia At\u00f4mica das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNAEC), onde tiveram in\u00edcio as discuss\u00f5es mundiais tendo como tema a geopol\u00edtica nuclear. \u00c1lvaro Alberto presidiu o \u00f3rg\u00e3o no bi\u00eanio 1946-1947 tendo percebido a import\u00e2ncia do dom\u00ednio da tecnologia nuclear para o Brasil, visto at\u00e9 ent\u00e3o como um simples fornecedor em potencial de min\u00e9rio radioativo para os Estados Unidos.\" \/>\n<meta name=\"twitter:image\" content=\"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Design-sem-nome-82.jpg\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@iengenharia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@iengenharia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Bianca\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"13 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Bianca\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/aeb64951c405e100d26d30b033dd423f\"},\"headline\":\"Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro\",\"datePublished\":\"2023-03-28T19:57:29+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/\"},\"wordCount\":2571,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/03\\\/Design-sem-nome-82.jpg\",\"articleSection\":[\"Energia\",\"Not\u00edcias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/\",\"name\":\"Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro - Instituto de Engenharia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/03\\\/Design-sem-nome-82.jpg\",\"datePublished\":\"2023-03-28T19:57:29+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/03\\\/Design-sem-nome-82.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/03\\\/Design-sem-nome-82.jpg\",\"width\":1920,\"height\":1080},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/2023\\\/03\\\/28\\\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/\",\"name\":\"Instituto de Engenharia\",\"description\":\"O Instituto de Engenharia promove a Engenharia em benef\u00edcio do desenvolvimento e da qualidade de vida da sociedade.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#organization\",\"name\":\"Instituto de Engenharia\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2019\\\/03\\\/logo-novo-IE2018-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2019\\\/03\\\/logo-novo-IE2018-1.jpg\",\"width\":1486,\"height\":1879,\"caption\":\"Instituto de Engenharia\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/institutodeengenharia\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/iengenharia\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/institutodeengenharia\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/company\\\/instituto-de-engenharia\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/channel\\\/UCXiCAlsSMe977vamW915HxA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/aeb64951c405e100d26d30b033dd423f\",\"name\":\"Bianca\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Bianca\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/www.institutodeengenharia.org.br\\\/site\\\/author\\\/comunicacao1\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro - Instituto de Engenharia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro","og_description":"O Brasil iniciou seu caminho na \u00e1rea da tecnologia nuclear em 1946, quando o ent\u00e3o Capit\u00e3o-de-Mar-e-Guerra e professor catedr\u00e1tico da Escola Naval, \u00c1lvaro Alberto da Motta e Silva, foi designado para chefiar a delega\u00e7\u00e3o brasileira na rec\u00e9m-criada Comiss\u00e3o de Energia At\u00f4mica das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNAEC), onde tiveram in\u00edcio as discuss\u00f5es mundiais tendo como tema a geopol\u00edtica nuclear. \u00c1lvaro Alberto presidiu o \u00f3rg\u00e3o no bi\u00eanio 1946-1947 tendo percebido a import\u00e2ncia do dom\u00ednio da tecnologia nuclear para o Brasil, visto at\u00e9 ent\u00e3o como um simples fornecedor em potencial de min\u00e9rio radioativo para os Estados Unidos.","og_url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/","og_site_name":"Instituto de Engenharia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia","article_published_time":"2023-03-28T19:57:29+00:00","og_image":[{"width":1920,"height":1080,"url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Design-sem-nome-82.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Bianca","twitter_card":"summary_large_image","twitter_title":"Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro","twitter_description":"O Brasil iniciou seu caminho na \u00e1rea da tecnologia nuclear em 1946, quando o ent\u00e3o Capit\u00e3o-de-Mar-e-Guerra e professor catedr\u00e1tico da Escola Naval, \u00c1lvaro Alberto da Motta e Silva, foi designado para chefiar a delega\u00e7\u00e3o brasileira na rec\u00e9m-criada Comiss\u00e3o de Energia At\u00f4mica das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNAEC), onde tiveram in\u00edcio as discuss\u00f5es mundiais tendo como tema a geopol\u00edtica nuclear. \u00c1lvaro Alberto presidiu o \u00f3rg\u00e3o no bi\u00eanio 1946-1947 tendo percebido a import\u00e2ncia do dom\u00ednio da tecnologia nuclear para o Brasil, visto at\u00e9 ent\u00e3o como um simples fornecedor em potencial de min\u00e9rio radioativo para os Estados Unidos.","twitter_image":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Design-sem-nome-82.jpg","twitter_creator":"@iengenharia","twitter_site":"@iengenharia","twitter_misc":{"Escrito por":"Bianca","Est. tempo de leitura":"13 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/"},"author":{"name":"Bianca","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/person\/aeb64951c405e100d26d30b033dd423f"},"headline":"Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro","datePublished":"2023-03-28T19:57:29+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/"},"wordCount":2571,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Design-sem-nome-82.jpg","articleSection":["Energia","Not\u00edcias"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/","name":"Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro - Instituto de Engenharia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Design-sem-nome-82.jpg","datePublished":"2023-03-28T19:57:29+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Design-sem-nome-82.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Design-sem-nome-82.jpg","width":1920,"height":1080},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/2023\/03\/28\/alguns-aspectos-do-programa-nuclear-brasileiro\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Alguns Aspectos do Programa Nuclear Brasileiro"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#website","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/","name":"Instituto de Engenharia","description":"O Instituto de Engenharia promove a Engenharia em benef\u00edcio do desenvolvimento e da qualidade de vida da sociedade.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#organization","name":"Instituto de Engenharia","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/logo-novo-IE2018-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/logo-novo-IE2018-1.jpg","width":1486,"height":1879,"caption":"Instituto de Engenharia"},"image":{"@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/institutodeengenharia","https:\/\/x.com\/iengenharia","https:\/\/www.instagram.com\/institutodeengenharia\/","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/instituto-de-engenharia\/","https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCXiCAlsSMe977vamW915HxA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/#\/schema\/person\/aeb64951c405e100d26d30b033dd423f","name":"Bianca","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/a6fbe9bff57405baf4c1e2c5c1811e072b558253974a9f9508f4678900c97c2a?s=96&d=mm&r=g","caption":"Bianca"},"url":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/author\/comunicacao1\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103680","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=103680"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103680\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":103682,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103680\/revisions\/103682"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103681"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=103680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=103680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutodeengenharia.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=103680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}