Articulistas - Artigos

As estações Paulista e Consolação do Metrô de São Paulo

Por José Eduardo Cavalcanti

Publicado em 9 de outubro de 2017

Controlar tamanho de fontes:

A Estação Paulista da Linha 4-Amarela fica sob a rua da Consolação, próxima ao cruzamento com a avenida Paulista. Integra com a Estação Consolação da Linha 2-Verde do Metrô, através de uma interligação subterrânea entre as duas.Possui profundidade de 55,82 metros.

Esta linha iniciou sua operação em maio de 2010, com a inauguração das estações Paulista e Faria Lima pelo Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a ViaQuatro.

A concessionária é responsável pela aquisição de trens, sistemas de sinalização, centro de controle e comunicações, operação e manutenção da linha por 30 anos. Já ao governo do Estado de São Paulo cabe a construção da infraestrutura dos túneis e estações e sistemas pertinentes

Existem três formas de acessar esta estação: dois acessos externos na rua da Consolação, altura do número 2360 (lado par e ímpar)e a interligação com a Estação Consolação da Linha 2-Verde do Metrô.

Já a Estação Consolação, também enterrada é composta por mezanino de distribuição e plataforma central O acesso permite a integração subterrânea com a estação Paulista da Linha 4-Amarela.Foi projetada prevendo uma capacidade de 20.000 passageiros/hora/pico. Os acessos são em frente ao número 2163 da Paulista.

Segundo dados do Metrô, a entrada de passageiros pela Estação Consolação atingiu em maio deste ano cerca de142 000 em média por dia útil. Somente as frequências às estações Sé, Barra Funda e Luz superam esse número.

Entretanto, a quantidade de usuários destas duas estações interligadas é muito maior visto que não está computadaa demanda de passageiros da Linha Amarela.Uma atenuação paliativa desta questão seria, segundo o Metrô, a inauguração, próxima a acontecer, das estações Oscar Freire e Higienópolis da Linha Amarela que poderiam provocar alguma redução no número de usuários das estações Paulista-Consolação devido a uma maior distribuição.

De qualquer forma, o grande movimento de passageiros que frequentamdiariamente este entroncamento principalmente nos horários de pico tem causado, não é de hoje, enorme preocupação por parte destes usuários acerca dos níveis de segurança em caso de tumultos nas plataformas e nos acessos entre as duas estações o que aliás já aconteceramcomo a do episódio ocorrido em setembro de 2013 com um saldo de 20 feridos.

As próprias autoridades do metrô possuem este entendimento sendo certo que a solução definitiva estaria na ampliação urgente destes terminais. Para tanto, existe já a nível de Projeto Básicouma solução representada pela construção de um túnel ligando diretamente a área de bloqueio da estação Consolação situada logo após as esteiras rolantes até a plataforma da Estação Paulista objetivando a divisão do fluxo de passageiros e consequentemente a diminuição dos riscos naquela área.

Como o Governo do Estado padece com o crônico problema da falta de verbas, o Metrô poderia delegar esta obra à concessionária da Linha Amarela mediante um aditivo no contrato de concessão o que também encurtaria o prazo de execução.

Mas, enquanto isto não acontece, o Metrô, responsável pela construção e operação de todas as estações, mesmo àquelas que servem as linhas sob concessão, poderia, no mínimo, melhorar a segurança do trecho “atunelado” que dá acesso entre as estações Paulista- Consolação instalando corrimões solidários às paredes arqueadas.



 

José Eduardo Cavalcanti

Engenheiro Químico, associado ao Instituto de Engenharia Outros artigos de José Eduardo Cavalcanti



Patrocinados

Comente no Facebook

Comente no IE
0 Comentários

obrigatório

obrigatório

 


Conheça a estrutura do Instituto e o que ele pode oferecer para você