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ONG transforma plástico triturado em tijolo no interior de São Paulo

Por Conexão Planeta

Publicado em 5 de dezembro de 2017
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O que já foi considerado uma das grandes invenções do ser humano – o plástico -, acabou se tornando uma praga ambiental. Ele pode ser visto por todos os lugares. Descartado incorretamente, tem poluido nossos oceanos e matado animais marinhos, que o confundem com alimento ou perdem a vida sufocados ou contaminados por ele.

Além disso, quando não é reciclado, o plástico também vai parar em aterros sanitários, onde demora centenas de anos para se decompor, assim como no mar. Chocado com o volume de embalagens e resíduos plásticos jogado no aterro onde trabalha e em rios, lagos e córregos da região de Cândido Mota, no interior de São Paulo, o administrador de empresas Haroldo Cesar Fernandes, criador da ONG Pró Azul, decidiu produzir tijolos ecológicos com eles.

Depois de muitas pesquisas e testes, Fernandes e os demais voluntários da ONG conseguiram desenvolver a matéria-prima para fabricar o tijolo. Eles utilizam pó de plástico, feito com garrafas PET, resíduos de plástico industrial e até, de para-choques de carros. Depois é adicionado um pouco de cimento, água e um catalizador, também preparado pelo time da Pró Azul.

“Criamos o catalisador que permite fabricar artefatos de concreto de plástico triturado, assim eliminamos o uso de areia e pedra”, contou Fernandes ao Conexão Planeta. “Para cada tijolo, são utilizados 2 quilos de plástico. Desta maneira, buscamos alinhar preservação ambiental com sustentabilidade”.

Segundo os criadores do tijolo plástico, ele tem a mesma resistência do que um tradicional, mas com maior durabilidade e metade do peso. O custo chega a ser 60% menor do que o modelo convencional, garantem. Atualmente a organização produz cerca de 1 mil unidades por dia. “Já estamos usando os tijolos e também lajotas, que fizemos com o plástico triturado, na pavimentação de praças e calçadas de nossa cidade”, afirma.


O calçadão da cidade com tijolo feito de plástico

Fernandes acredita que a inovação pode ser uma solução para melhorar a gestão de resíduos sólidos e ainda, gerar renda para a comunidade envolvida na produção dos tijolos plásticos.

Além deles, a Pró Azul, que é uma organização sem fins lucrativos da comunidade de Cândido Mota, transforma óleo de cozinha usado em biocombustível. O caminhão da ONG funciona com este biodiesel.


Ação de coleta de plástico realizada pela Pró Azul

“Tentamos reduzir ao máximo o acúmulo de resíduos em áreas de aterros e lixões com a busca intensa da transformação, seja em forma de reciclagem, reutilização ou reúso”, diz Fernandes.

O trabalho desta pequena ONG do interior paulista mostra que, com vontade e seriedade, há caminho para um futuro mais sustentável!


Haroldo Fernandes em trabalho de educação ambiental com crianças

 


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