Geoengenharia solar pode reduzir aquecimento global

A geoengenharia refere-se à manipulação do ambiente do planeta em larga escala, visando frear os impactos das mudanças climáticas

Pesquisadores dos Estados Unidos estão se dedicando ao estudo da geoengenharia solar, buscando o combate aos impactos do aquecimento global.

Uma das envolvidas é Elizabeth Kolbert, que lançou recentemente o livro “Sob o Céu Branco”, cujo nome faz uma referência à estrutura que pode ajudar na redução do efeito estufa por meio dos diamantes.

Falando nisso, por meio de estudos com erupções vulcânicas, especialistas encontraram no pó de diamante uma propriedade em forma de aerossol que poderá refletir a luz solar e ajudar no resfriamento do planeta.

Embora seja possível, através da geoengenharia, fazer com que o céu fique totalmente branco, segundo o pesquisador da Universidade de Cornell, em Nova Iorque, Douglas Martin, provavelmente isso não vai acontecer. Pois, caso o estudo seja realmente comprovado e viável, tudo irá depender da quantidade de emissões de carbono que as nações conseguem emitir.

A geoengenharia não é mais algo para o futuro distante, podendo ser aplicada em breve devido à velocidade das mudanças climáticas nas quais o planeta está exposto.

Entender um pouco mais sobre essa matéria pode ser fundamental para saber o que de fato ela quer propor ao mundo.

Geoengenharia: O que é?

A geoengenharia refere-se à manipulação do ambiente do planeta em larga escala, visando frear os impactos das mudanças climáticas.

Em síntese, ela acontece de duas maneiras: a primeira consiste no chamado Gerenciamento de Radiação Solar, refletindo os raios solares, bloqueando-os para que eles não cheguem à superfície da Terra.

O Gerenciamento da Radiação Solar necessita de aerossóis de enxofre nas altas camadas da atmosfera. E como citamos acima, a utilização de uma propriedade encontrada nos diamantes também pode contribuir para isso.

Vale destacar que esse processo ocorre de maneira natural quando um vulcão poderoso entra em erupção, assim como aconteceu em 1991 com o Monte Pinatubo, nas Filipinas.

Através dele, um enorme volume de enxofre foi injetado na estratosfera, resfriando o planeta em 0,5°C nos dois anos seguintes, pois ele refletia a luz solar de volta para o espaço.

Contudo, esse método apenas combateria os sintomas e não o problema de fato com o aumento da concentração de CO2 “Dióxido de Carbono” na atmosfera, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa.

Tecnologias desenvolvidas pela área

A geoengenharia desenvolveu alguns mecanismos que vêm sendo estudados, sobretudo nas últimas décadas; são eles:

  • Gerenciamento da Radiação Solar: Reflete os raios solares de volta pro espaço, impedindo que eles cheguem na Terra.
  • Otimização do albedo: Melhorar a refletividade das nuvens sobre a superfície do planeta.
  • Refletores espaciais: Bloquear uma pequena proporção da luz do sol antes que ela chegue ao planeta.
  • Aerossóis estratosféricos: Incorporar partículas refletiva na alta atmosfera para que parte da luz solar seja refletida antes que ela atinja a superfície do planeta.
  • Remoção de CO2: Remoção de Dióxido de Carbono da atmosfera.
  • Reflorestamento: Políticas ambientais sérias para a plantação de árvores no mundo todo.
  • Biocarbono: Queimar biomassa e enterrá-las para que o carbono fique no solo.
  • Bioenergia com captura e sequestro de carbono: Cultivar biomassa, destinada para queima na produção de energia e captura do CO2 gerado no processo.
  • Captura no ar ambiente: Construção de máquinas que podem retirar o CO2 do ar ambiente e armazená-lo em outros locais.
  • Fertilização oceânica: Colocar nutrientes em pontos estratégicos do oceano para ajudar na produção de fitoplânctons, pois eles absorvem CO2 da atmosfera.
  • Meteorização melhorada: Submeter minerais que reagem com o CO2 em enormes quantidades na atmosfera e concentrar os compostos obtidos no solo ou oceanos.
  • Aumentar a alcalinidade do oceano: Dissolver rochas como o calcário, silicato e hidróxido de cálcio nos mares para concentrar carbono e combater a acidificação dos oceanos.

Fonte: Engenharia 360